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Apelo “Vacinas como bem comum” continua a recolher assinaturas

O manifesto “Vacinas como bem comum” recoheu centenas de assinaturas em menos de uma semana. Este documento considera "incompreensível" a falta de vacinas hoje observada em Portugal e na Europa, que colocou "os cidadãos europeus em situação de subalternidade em relação aos produtores de vacinas”.
Apelo “Vacinas como bem comum” continua a recolher assinaturas. Fotografia: Flickr/BCG

Em Fevereiro último, o Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas António Guterres lançou um apelo: “O mundo precisa urgentemente de um Plano Global de Vacinação, que reúna todos aqueles com energia, conhecimento científico e capacidade produtiva e financeira necessários.” 

Respondendo a este repto, um conjunto de pessoas promoveu o manifesto “Vacinas como bem comum”, lançado no dia 8 de abril e que pode ser subscrito aqui

O texto refere que “é indispensável que a Comissão Europeia seja capaz de demonstrar cabalmente e definitivamente a sua capacidade de superar os interesses financeiros e industriais, sob a proteção de Estados-membros mais influentes, a favor do bem-estar das populações europeias”.

Os promotores deste manifesto consideram que é “a altura para a Comissão Europeia publicar os locais de produção de vacinas existentes na União, dando a conhecer a sua capacidade produtiva, o número de vacinas produzidas desde Novembro de 2020 e o seu destino” e ainda que é a altura para “invocar a legislação europeia sobre propriedade industrial para permitir a produção em fábricas de diversos laboratórios que estão disponíveis, em vários Estados-membros”.

Pode ler-se no documento que “existem na Europa cerca de oitenta fábricas de vacinas e, de acordo com sítio na internet vaccineseurope.eu, que agrupa diversos produtores de vacinas, em 2019 eram aqui produzidas para o mercado mundial 76% das vacinas (13% eram produzidas nos Estados Unidos, 8% na Ásia e 3% no resto do mundo). Perante estes dados, é incompreensível a falta de vacinas hoje observadas em Portugal e na Europa, que colocaram os cidadãos europeus em situação de subalternidade em relação aos produtores de vacinas”, concluem os promotores. 

O apelo “Vacinas como bem comum”, que pode ser consultado na íntegra aqui, tem como primeiros subscritores  José Aranda da Silva (primeiro presidente do Infarmed, ex-membro do C.A. da Agência Europeia do Medicamento), Marisa Matias (deputada ao Parlamento Europeu), João Ferreira (deputado ao Parlamento Europeu), José Gusmão (deputado ao Parlamento Europeu), Pedro Bacelar de Vasconcelos (professor universitário e deputado à Assembleia da República), Moisés Ferreira (deputado à Assembleia da República), Manuel Alegre (poeta), Ana Jorge (médica, ex-ministra da Saúde), D. Januário Torgal Ferreira (bispo Católico), Constantino Sakellarides (professor emérito da ENSP, ex diretor-geral da Saúde), Henrique de Barros (presidente do Conselho Nacional de Saúde), Júlio Machado Vaz (médico psiquiatra), Eugénio Fonseca (ex-presidente da Cáritas Portuguesa), Jorge Sequeiros (médico e professor universitário), Alexandre Alves Costa (professor catedrático emérito da Universidade do Porto), Manuel Correia Fernandes (arquiteto e Professor da Universidade do Porto), Carlos Carvalhas (economista), José Cavalheiro (professor da FEUP-INEB), Albino Almeida (presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia), Teresa Gago (médica dentista), Cipriano Justo (médico e professor de Saúde Pública), José Reis (Economista e professor na FEUC), Eduardo Paz Ferreira (jurista e professor universitário), Eduardo Barroco de Melo (deputado à Assembleia da República). 

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