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APAV: violência doméstica relevante entre os crimes de homicídio

Segundo informações da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), que acompanhou vítimas de homicídio e terrorismo, destacam-se "as relações de proximidade entre os autores e as vítimas de crime", sendo de "destacar as relações de intimidade entre autores e vítimas".
Fotografia de Paulete Matos
Fotografia de Paulete Matos

“Os relacionamentos entre cônjuges, namorados, ex-namorados, companheiros e ex-companheiros representam 31,25% da totalidade dos diferentes tipos de relacionamentos”, refere a Associação, acrescentando que “este número remete para a importância que a violência doméstica tem para a produção de crimes de homicídio em Portugal”.

Entre os casos de tentativa de homicídio, os números apontam ainda para uma relação de intimidade entre agressor e vítima, na ordem dos 40%. Nos 11 casos analisados, quatro foram cometidos pelo cônjuge, três pelo companheiro, outros por um ex-companheiro e um pelo namorado.

Já nos 20 casos de homicídios consumados, a percentagem é da ordem dos 20%, havendo dois casos de crime cometido pelo cônjuge da vítima, um pelo companheiro e outro pelo ex-companheiro.

De acordo com a Lusa, o responsável pela Rede de Apoio, Bruno Brito, apontou que os dados do OCH mostram que houve 87 casos de homicídio em Portugal no ano passado, 32 (36,78%) dos quais em contexto de violência doméstica, 20 (23%) dos quais com vítimas mulheres. Isto significa que, em cada quatro homícios, um é de uma mulher em contexto de uma relação de intimidade. Para mais, perto de 37% dos homicídios ocorridos em Portugal “têm como ponto comum a existência de violência doméstica”.

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