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Ao despedir delegada sindical, Lanifato “confirma que pratica assédio moral”

O Sindicato do Sector Têxtil da Beira Baixa acusa a gerência da Lanifato de “inventar um conjunto de falsidades” para tentar “fazer passar a ideia que o que está em causa não o assédio moral que efetivamente pratica”.
Foto da CGTP.

“Lembramos que, ainda antes da instauração do processo disciplinar, uma emissária da empresa (que se presta a este serviço sujo e degradante) nos contactou para negociarmos a saída da delegada sindical da empresa, ao que respondemos que temos dignidade e coluna vertebral”, escreve o Sindicato do Sector Têxtil da Beira (STSTBB) em comunicado.

“Aliás fica assim por demais provado que o objectivo era despedir, custasse o que custasse, nem que para isso tivesse de inventar falsidades, ou mesmo suportar encargos”, acrescenta a estrutura sindical.

O STSTBB garante que não irá “recuar um milímetro da denúncia de todos os atropelos que se praticam naquele ‘campo de concentração’” e que irá “agir contra o despedimento da delegada sindical, recorrendo a todos os meios de defesa e denúncia” ao seu alcance.

“Estamos certos que nenhum Juiz ou Juíza dará cobertura aos actos ilegais e execráveis de uma pessoa que não tem um mínimo de condições para estar à frente de uma empresa e que pelos seus comportamentos pensa estar acima da lei, como o demonstra a sua actuação junto das instituições, nomeadamente no que à justiça diz respeito”, vinca o Sindicato.

O STSTBB espera que a ACT dê andamento e urgência ao processo de assédio e que o IEFP não envie mais trabalhadoras para aquele “campo de concentração”.

Por outro lado, o STSTBB apela “a uma investigação profunda e completa ao PER (Plano Especial de Revitalização) da UNIDECO, em que a Lanifato esteve envolvida como pretensa credora de montantes astronómicos” e exige do Governo “que suspenda de imediato a entrega de qualquer verba das candidaturas que imoralmente lhe aprovou, no âmbito do Portugal 2020 Centro”.

Num conjunto de questões datado de outubro do ano passado, os deputados bloquistas Isabel Pires e José Soeiro apontavam que as denúncias sindicais indicam que há “discriminação salarial entre funcionários, controlo nas idas à casa de banho, férias mudadas sem qualquer informação e esclarecimento, não há dias para receber salários nem subsídios e não há pagamento de trabalho suplementar”.

Os dois deputados referem que “vários trabalhadores estão com depressões profundas” e salientam que “já se encontram em vigor as alterações à legislação sobre assédio no local de trabalho, devendo este tipo de ocorrências ser punidas o mais rapidamente possível”.

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