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António Costa apoia candidata do Partido Popular Europeu para presidente da CE

O Parlamento Europeu vota esta terça-feira a eleição de Ursula Von der Leyen para presidente da Comissão Europeia. A ministra alemã conta com o apoio do PPE e da extrema-direita. E também do primeiro-ministro português. Para Marisa Matias, a sua eleição “perpetuaria as políticas que nos trouxeram a crise económica e mais desigualdade”.

Na segunda-feira, António Costa anunciou o seu apoio à candidata alemã do PPE. A posição do primeiro-ministro foi divulgada através do Twitter após Ursula Von der Leyen ter divulgado uma carta com alguns dos seus principais compromissos para os próximos cinco anos.

O Parlamento Europeu (PE) irá votar esta terça-feira, pelas 18h locais, a nomeação de Ursula von der Leyen, candidata designada pelo Conselho Europeu, para a presidência da Comissão Europeia. A ministra alemã da Defesa necessita obter uma maioria absoluta, o equivalente a metade dos eurodeputados mais um, para suceder a Jean-Claude Juncker. Caso Ursula von der Leyen não passe nesta votação, o Conselho Europeu terá de apresentar um novo nome num prazo de 30 dias.

Esta manhã, a candidata do PPE e da extrema-direita respondeu às questões dos eurodeputados em sessão plenária.

Marisa Matias defende que “a favorita da elite Ursula Von der Leyen, como presidente da comissão europeia perpetuaria as políticas que nos trouxeram a crise económica e mais desigualdade na Europa. Basta de austeridade”. “O que necessitamos é solidariedade”, frisa.

A eurodeputada do Bloco escreve na sua conta de Twitter que a candidata alemã “veio apresentar aos outros grupos os compromissos que os seus apoiantes sempre rejeitaram e bloquearam. Disse a toda a gente o que achou que queriam ouvir mas a UE precisa de escolhas”.

Marisa Matias adianta ainda que “com o apoio da extrema direita, Ursula Von der Leyen à frente da Comissão Europeia traduz-se num maior perigo para os migrantes, para os direitos das mulheres e LGBTQ+ na Europa”. “Necessitamos de líderes que lutem contra todas as formas de discriminação”, defende.

“Sem oferecer propostas sérias para a reforma do sistema europeu de asilo, nem para acabar com a vergonha das mortes no Mediterrâneo, a candidata alemã quer mais Europa Fortaleza. E isto quando diz defender os direitos fundamentais na UE”, alerta a dirigente do Bloco.

Marisa Matias sublinha que “elitista, a presidência de Ursula Von der Leyen significará mais do mesmo - as mesmas portas giratórias”.

“O que necessitamos é de quem combata a evasão fiscal e o poder dos lobbies. Von der Leyen não é a resposta”, frisa a eurodeputada bloquista.

Os interesses que Ursula Von Der Leyen defende são os da indústria de armamento alemã

Na sua intervenção no Prós e Contras desta segunda-feira, o eurodeputado José Gusmão lembrou que Ursula Von Der Leyen priorizará a militarização e controlo de fronteiras e que os interesses que são protegidos pela ministra da Defesa alemã são os do próprio governo alemão, o país mais interessado na militarização da União Europeia para favorecer a sua indústria de armamento.

“E que, ainda por cima, tem consequências nocivas na estabilização dos países de onde vêm os refugiados”, acrescentou.

 

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