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Angola: Privatizações ascendem a 1,3 mil milhões de euros

Como parte do acordo estabelecido com o FMI, o Estado angolano privatizou já 140 ativos e irá vender agora a seguradora estatal ENSA e o Banco Angolano de Investimentos.
João Lourenço, Presidente de Angola. Foto de Ampe Rogério, Lusa.
João Lourenço, Presidente de Angola. Foto de Ampe Rogério, Lusa.

Desde o setor energético ao têxtil, o governo liderado pelo Presidente João Lourenço segue o rumo traçado no acordo com o Fundo Monetário Internacional, que definiu um vasto caderno de empresas e serviços a serem privatizados.

O Banco de Comércio e Indústria (BCI), as cervejeiras Cuca e Eka, a Textang, África Têxtil e alguns ativos da Songangol constam da lista de "ativos de referência" já privatizados.

Segundo a informação prestada pelo Secretário de Estado das Finanças e Tesouro de Angola, Ottoniel dos Santos, não é claro, contudo, qual o montante efetivamente recebido pelo Estado angolano.

Segundo aquele responsável, do montante global contratualizado, foram recebido 469 mil milhões de kwanzas (761 milhões de euros), distribuídos em três categorias.

"Uma, que representa 26 mil milhões de kwanzas (42 milhões de euros) que foram pagos ao Estado, a segunda, 47 mil milhões de kwanzas (76 milhões de euros) foram pagos à Sonangol e a terceira, de 396 mil milhões de kwanzas (643 milhões de euros), representa o montante envolvido na venda da empresa Puma Energy e representa a troca de ações, é o valor que essas ações têm e que estão neste momento a cuidado do grupo Sonangol", explicou em declarações registadas pela Lusa.

Segundo Ottoniel dos Santos, o Estado angolano tem ainda por receber um total de 380,5 mil milhões de kwanzas (618 milhões de euros), sendo 107 mil milhões de kwanzas (173 milhões de euros) referentes a contratos assinados com diversos adjudicatários e 273 mil milhões de kwanzas (443 milhões de euros) referentes à privatização de uma das unidades vendidas no ramo dos têxteis.

"Temos também a referir que, para o final do ano 2021, estava prevista a privatização de um total de 50 ativos, dos quais foram concluídos 34, efetivamente vendidos no final de 2021”, acrescentou.

Pelo menos 15 empresas e/ou ativos, nomeadamente onze unidades industriais da Zona Económica Especial, a seguradora estatal ENSA e o banco BAI serão privatizados no primeiro trimestre de 2022, confirmou ainda o governante.

"Todos os restos dos ativos que fazem parte do remanescente dos 67 ativos por vender serão, então, alienados até o final do primeiro semestre de 2022", disse ainda.

Relativamente à transportadora angolana TAAG e à petrolífera Sonangol, o secretário de Estado afirmou "que estão a preparar todos os processos internos e programas de reestruturação para quando estiverem em condições poderem ser privatizadas, de acordo com a modalidade ou procedimento que for definido".

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