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Angola: nova manifestação anunciada para sábado

Ativistas angolanos anunciaram esta segunda-feira uma nova manifestação em Luanda contra a corrupção, repressão e impunidade política.
Na marcha do dia da Independência em Angola, na passada quarta-feira, a polícia nega qualquer excesso de força mas foi registada a morte de um estudante, bem como a prisão de dezenas de manifestantes.
Na marcha do dia da Independência em Angola, na passada quarta-feira, a polícia nega qualquer excesso de força mas foi registada a morte de um estudante, bem como a prisão de dezenas de manifestantes. Foto via EPA/Lusa.

Depois de uma marcha na última quarta-feira que terminou sob forte repressão, com dezenas de ativistas detidos e um estudante morto, os ativistas pretendem voltar às ruas de Luanda para protestar contra a corrupção e impunidade política, noticia a Agência Lusa.

“Angola Diz Basta!!!” lê-se no cartaz divulgado pelos promotores do protesto, Laura Macedo, Helena Vitória Pereira, Fernando Macedo, Leandro Freire e Mwata Sebastião. A manifestação tem concentração marcada para este sábado às 12:00 no Largo da Independência (1.º de Maio), em Luanda.

De acordo com os ativistas, o lema da manifestação é: “por um combate à corrupção e à impunidade em Angola, sério e justo, contra todos os suspeitos”, e incentivam os angolanos a “sair do Facebook e exigir justiça”, para dizerem “basta” à “falta de seriedade e transparência na luta contra a corrupção, manipulação da imprensa, mentiras e adiamentos das eleições autárquicas”.

Na marcha do dia da Independência em Angola, na passada quarta-feira, milhares de jovens foram impedidos pela polícia de se juntarem no centro de Luanda para se manifestarem, tendo sido dispersados por gás lacrimogéneo e canhões de água.

A polícia nega qualquer excesso de força, mas foi registada a morte de um estudante, bem como a prisão de dezenas de manifestantes. Testemunhas oculares afirmam ter sido baleado pela polícia, que nega responsabilidades. Os médicos do hospital onde o estudante, Inocêncio de Matos, morreu, dizem ter sido vítima de agressão com objeto não especificado.

A marcha pacífica pretendia reivindicar melhores condições de vida, eleições autárquicas em 2021 e a demissão do chefe de gabinete do Presidente da República, Edeltrudes Costa, alegadamente envolvido em esquemas de enriquecimento ilícito.

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