A página de Facebook Chega de Ventura revelou que o líder do CHEGA “se tinha apresentado a votos com um manifesto político que defendia expressamente a ‘obrigatoriedade da exclusividade no exercício do mandato de deputado’", denunciando que André Ventura não cumpre com esta proposta do seu partido, na medida em que acumula o salário de deputado com os vencimentos de consultor da Finpartner e de comentador da Cofina.
Confrontado pelo Polígrafo com esta denúncia, André Ventura garantiu que sempre discordou dessa proposta do CHEGA e que "em todas as entrevistas" teria esclarecido que "não iria exercer o mandato com exclusividade", pelo que não existia "novidade nenhuma".
Conforme lembra a página Chega de Ventura, em entrevista à Kuriakos TV, três dias antes das eleições legislativas de 2019, o líder do CHEGA “defendeu a exclusividade obrigatória para os deputados e comprometeu-se a exercer o seu mandato em regime de exclusividade”:
"Se for eleito deputado vou dar o exemplo comigo próprio, mantendo a exclusividade no parlamento. Mesmo perdendo dinheiro! Sim, eu vou estar em exclusividade e vou assumir unicamente o meu lugar na Assembleia da República. Tenho de dar o exemplo. Não pode ser só falar", enfatiza André Ventura na entrevista.
"O deputado deve concentrar-se no seu trabalho, que é representar o povo. Se eu representar o povo às 10h da manhã e às 11h uma sociedade de advogados não sou propriamente um exemplo", acrescenta.