Está aqui

Ambientalistas querem parar dragagens no Sado

As associações ambientalistas Zero e Clube da Arrábida defendem a suspensão das dragagens em Setúbal. Consideram que há “incoerências e impactes” que “não permitem a sua viabilização”.
Foto de André Ricardo/Flickr

As duas associações dizem que há um “histórico pouco transparente” do projeto “Melhoria das Acessibilidades ao Porto de Setúbal”. Pensam portanto que todas as informações sobre dragagens e deposição de dragados do estuário do Sado “deverão ser também divulgadas de forma clara e transparente”.

Para além disso, insistem nos “impactes negativos muito significativos para todo o ecossistema estuarino e para as atividades socioeconómicas a ele associadas”, como a pesca e o turismo, das dragagens de seis milhões e meio de metros cúbicos. Lembram igualmente que há várias providências cautelares nos tribunais que ainda não foram julgadas.

Entretanto há sucessivos pedidos de “Título de Utilização Privativa do Espaço Marítimo” (TUPEM) para deposição de dragados em áreas limítrofes do estuário do Sado. As duas associações acusam as entidades responsáveis de fazerem destes pedidos uma estratégia “que pretende descaradamente minimizar os impactes da atividade”.

Por exemplo, em outubro foi a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra a fazer um pedido de TUPEM para a deposição de dragados no estuário do Sado, em novembro foi a vez da Cecil-Cimpor e agora foi outra vez a vez da APSS. Zero e Clube da Arrábida consideram que se trata de “atividades incontornavelmente ligadas, uma vez que o local de deposição será o mesmo” e que, portanto, “não se compreende como estas não são avaliadas em conjunto, nomeadamente ao nível dos impactes no ecossistema estuarino”.

Segundo as associações este último pedido diz respeito a “dragados contaminados”.

Termos relacionados Dragagens no Sado, Ambiente
(...)