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“Amazónia saqueada”: mineração ameaça ecossistemas florestais

Um levantamento feito nos seis países amazónicos aponta para a existência de cerca de 2312 pontos e 245 áreas de mineração ilegal que afetam 30 rios. O garimpo é considerado uma atividade altamente poluente.
Foto de Ibama/Flickr

As associações ambientais criaram um mapa e contam a sua história detalhada.

A mineração ilegal continua a destruir e a contaminar a Amazónia. Os autores deste levantamento acreditam que “a proliferação do garimpo não é comparável a qualquer outro momento da história”. O que se explica pelo aumento do preço do ouro. E é um problema transversal aos sete milhões de quilómetros quadrados do território amazónico que abrange seis países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.

A organização que realizou este trabalho chama-se RAISG (Rede Amazónica de Informação Socioambiental Georeferenciada) e foi criada em 2007. Junta oito organizações da sociedade civil que “atualizam constantemente bancos de dados sobre as principais ameaças à região amazónica”. Estes técnicos alertam para o facto dos seus dados serem “uma primeira aproximação à situação, que reflete um problema de magnitude desconhecida e cuja visão representa apenas uma parte do que realmente está acontecendo”.

O garimpo ilegal é considerado altamente poluente pelos efeitos ambientais no leito dos rios e também pelo “mau uso do mercúrio” que causa danos à saúde das populações locais.

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