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Amarsul: Trabalhadores em greve queixam-se de intimidação policial

Intervenção da GNR e PSP pressionou os piquetes de greve a abrirem as portas dos ecoparques de Palmela e Seixal para deixarem entrar os camiões do lixo. Trabalhadores acusam Governo de ceder à pressão da Mota Engil.
Piquete de greve da Amarsul. Foto Fiequimetal.

A greve de cinco dias na Amarsul termina na sexta-feira e tem tido uma adesão muito elevada. Esta quarta-feira, as forças policiais pressionaram os piquetes de greve à entrada dos ecoparques do Seixal e Palmela para deixarem entrar os veículos de recolha de lixo. A GNR e a PSP terão sido chamadas pela empresa detida pela Mota Engil, que alega não estarem a ser cumpridos os serviços mínimos. Os sindicatos discordam e acusam a empresa de pretender que os camiões entrem nos parques, apesar de não existirem condições para a deposição de resíduos. Em comunicado, o Fiequimetal afirma que com esta intervenção, “a Amarsul e o Governo violam o direito à greve e desrespeitam também as normas mínimas exigidas para a descarga dos resíduos”.

À agência Lusa, o dirigente do SITE-Sul relatou que em Palmela ”a GNR obrigou a abrir o portão para entrarem os veículos sem que sejam respeitados os serviços mínimos", acrescentando que "não houve agressões, mas os trabalhadores foram colocados numa situação difícil tendo sido avisados que se tentarem impedir a descarga serão chamados reforços policiais".

A greve dos trabalhadores da Amarsul reivindica o aumento geral de salários e dos subsídios de refeição e transporte, a redução do horário de trabalho, o fim da precariedade e a regularização dos  trabalhadores com vínculo de trabalho temporário, o respeito pela contratação coletiva, a reversão imediata dos cortes no subsídio de turno e a criação de subsídios de insalubridade, penosidade e risco e de risco rodoviário.

O STAL e o SITE-Sul também condenam fortemente o uso da força por parte da GNR e da “polícia de choque” da PSP, e acusam o Governo de “ceder à pressão e ao total desespero de um grupo empresarial privado, a Mota-Engil, e de alguns municípios afetados por esta greve de cinco dias, surpreendidos com a forte união e determinação dos trabalhadores, que, mais uma vez, demonstram que não se vergam nem abdicam de lutar por salários mais dignos e melhores condições de trabalho”.

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