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“As alterações têm de servir para melhorar as condições de quem vive do seu trabalho”

Numa visita à Feira do Livro de Lisboa, Catarina Martins aproveitou para falar do encerramento de alfarrabistas e livrarias nos centros históricos, com a pressão da leia das rendas, e para falar das prioridades do Bloco.
“O Bloco permanece hoje com tanta convicção e tanta capacidade de convergência como no primeiro dia para combater a precariedade e responder pelas condições da dignidade de quem trabalha no nosso país”, afirmou a coordenadora do Bloco.
“O Bloco permanece hoje com tanta convicção e tanta capacidade de convergência como no primeiro dia para combater a precariedade e responder pelas condições da dignidade de quem trabalha no nosso país”, afirmou a coordenadora do Bloco.

“É um bom dia para falarmos da necessidade do acesso à cultura porque isso faz o que somos como país, com gente, como cultura.”, começou por dizer Catarina Martins no Parque Eduardo VII, onde se realiza a Feira do Livro de Lisboa.

“Decidimos vir à Feira do Livro celebrar o livro com algumas propostas concretas”, afirma a coordenadora do Bloco, referindo-se às propostas que o Bloco tem contra “o encerramento de alfabarrabistas e livrarias nos centros históricos, com a pressão da lei das rendas”. “É possível proteger estes verdadeiros centros culturais das nossas cidades”, afirma, criticando o “processo de concentração das editoras e da distribuição, que, por vezes com abusos sobre a lei do preço fixo do livro, têm vindo a promover uma concorrência desleal, muito penalizadora para as editoras pequenas e os livreiros independentes”.

Sendo perguntada sobre a imagem de Portugal na União Europeia, Catarina disse que “quando decidimos acabar com os cortes inconstitucionais em salários e pensões, a Europa dizia que não gostava”, acrescentando que “em cada matéria em que nós puxámos pelas condições de vida de quem vive e trabalha neste país, a UE reagiu negativamente, mas a economia e as pessoas reagiram positivamente”.

“O Bloco permanece hoje com tanta convicção e tanta capacidade de convergência como no primeiro dia para combater a precariedade e responder pelas condições da dignidade de quem trabalha no nosso país”, continuou, dizendo ainda que “mantemos o princípio de que as alterações têm de ser para melhorar as condições de quem vive do seu trabalho”.

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