Aljezur, Lisboa e Porto aderem à Marcha Mundial do Clima

24 de abril 2017 - 16:46

A marcha foi convocada nos EUA como “protesto contra as políticas anti clima” de Trump e “toda a destruição que elas implicam”, frisou João Camargo, do movimento Climáximo. As três marchas em Portugal, marcadas para 29 de abril, vão exigir o fim da prospeção de petróleo na costa portuguesa.

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A marcha deste ano foi convocada nos EUA “como protesto contra as políticas anti clima de Donald Trump e toda a destruição que elas implicam”, destacou João Camargo, referindo-se às opções a favor da exploração de combustíveis fósseis do presidente norte-americano.

Em Portugal, “além desse apelo internacional, também respondemos a uma situação que é a autorização de um furo de prospeção de petróleo ao largo de Aljezur”, acrescentou.

Segundo o ambientalista, nos últimos anos estava em causa “uma marcha de reivindicação para avanço [das medidas] contra as alterações climáticas”, mas, neste momento, trata-se de “um grande protesto contra aquilo que são as políticas dos EUA, personificadas no seu Presidente, que são o maior produtor de combustíveis fósseis”.

Para João Camargo, “rejeitar as políticas anteriores que, apesar de tudo, indicavam um caminho de redução das emissões, significa uma condenação para o planeta”.

As marchas “têm tido bastantes participantes” nos últimos anos e a questão “felizmente tem ganhado relevância na sociedade portuguesa, particularmente preocupada com este tema”, por isso, os organizadores esperam “uma adesão bastante significativa” nos três locais.

João Camargo lembrou que o Governo português autorizou há alguns meses a realização de um furo de prospeção de petróleo, pela Galp e ENI, ao largo de Aljezur, o que deu origem à reivindicação de “parar definitivamente” este processo e revogar os restantes nove contratos existentes em Portugal.

Já foram cancelados seis contratos no Algarve e “é importante continuar esse processo”, assinalou.

“Portugal não pode entrar, neste momento, num período de exploração de combustíveis fósseis, quando sabemos da necessidade de cortar radicalmente as emissões de gases com efeito de estufa”, como foi decidido por mais de 190 países, no Acordo de Paris, rematou o ambientalista.

As marchas em Portugal contam com a participação de várias associações, não só ambientalistas, mas também sindicatos e partidos políticos, além dos movimentos locais contra a exploração de combustíveis fósseis.

Saiba mais informações sobre as três marchas agendadas para Portugal:

Marcha Mundial do Clima

Lisboa, Terreiro do Paço, 15h. Ver evento de facebook.
Porto, Av dos Aliados, 15h. Ver evento de facebook.
Aljezur, Câmara Municipal de Ajezur, 15h. Ver evento de facebook.