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Aliança Verde e Vermelha vence eleições em Copenhaga

Pela primeira vez em 110 anos, a candidatura social-democrata foi derrotada nas eleições municipais da capital dinamarquesa. Mas deve manter a presidência através de acordos com os liberais e verdes.
Line Barfod
Line Barfod, candidata da Aliança Verde e Vermelha, na campanha eleitoral em Copenhaga.

Nas eleições municipais dinamarquesas, a Aliança Verde e Vermelha (Enhedslisten) obteve o melhor resultado de sempre a nível nacional, com 7.3% dos votos e pôs termo a mais de um século de vitórias dos social-democratas na capital do país. Com 24.6% dos votos, a lista de esquerda venceu as eleições desta terça-feira em Copenhaga, subindo seis pontos percentuais em relação às eleições de 2017. Em sentido contrário, os social-democratas caíram dez pontos percentuais, alcançando agora 17.3% dos votos.

Apesar de se ter tornado o primeiro partido em Copenhaga - e também na ilha de Bornholm -, as regras de formação dos executivos passam pela formação de uma maioria entre os eleitos, pelo que a Aliança Verde e Vermelha não irá chefiar a autarquia, graças a um acordo dos social-democratas com os liberais e os verdes.

Nas redes sociais, a candidata Line Barfod saudou o resultado que aumentou a representação do partido de 11 para 15 mandatos no conselho municipal, tornando-se o único a obter dois mandatos executivos. Anunciou também que ocupará a pasta do Ambiente na vereação, enquanto a outra eleita, Karina Madsen, ficará com o pelouro dos Assuntos Sociais.

Uma das bandeiras eleitorais da lista de esquerda foi o direito a habitação, com a proposta de que 75% de todas as novas construções em antigos terrenos portuários da cidade deviam ser reservadas a habitação acessível. A redução do uso do automóvel e a aposta nos transportes públicos foram outras bandeiras desta candidatura.

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