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Alemanha vai taxar em 90% os lucros extraordinários da energia

A receita estimada desta taxa poderá financiar outras medidas de resposta à crise, incluindo a limitação dos preços do gás.
Foto de Sergio Marchi/Flickr.
Foto de Sergio Marchi/Flickr.

Num contexto em que os preços da energia continuam a aumentar, representando o principal motor da inflação que se tem registado nas economias europeias, tem crescido o debate sobre as medidas mais adequadas para lidar com a crise.

A Comissão Europeia apresentou recentemente uma orientação para que os países tributem em pelo menos 33% os lucros extraordinários das empresas de petróleo, gás e carvão. Posteriormente, o Conselho Europeu enfraqueceu a proposta inicial. O governo português, que resistiu às exigências da esquerda durante vários meses, cedeu finalmente e vai aplicar uma taxa sobre estas empresas. No entanto, a taxa desenhada terá o valor mínimo (33%) e só se aplicará aos lucros que excederem em mais de 20% a média dos quatro anos anteriores.

Além disso, esta medida deixa de fora as restantes empresas de energia, que têm arrecadado ganhos consideráveis nos últimos meses. Só entre janeiro e setembro deste ano, os lucros da EDP Renováveis dispararam 181%, seguindo a tendência internacional. É isso que leva muitos a defender a necessidade de tributar também os enormes ganhos destas empresas. E o pontapé de saída parece ter sido dado pelo país mais insuspeito: a Alemanha.

De acordo com a Bloomberg, o governo alemão planeia avançar com uma taxa de 90% sobre os lucros extraordinários das empresas que operam em áreas como a energia solar, eólica ou nuclear. A receita estimada desta taxa, que se deverá aplicar a lucros acima de 130 megawatt hora (MWh), poderá financiar outras medidas de resposta à crise, incluindo a limitação dos preços do gás.

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