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Alemanha: Críticos de coligação com Merkel lideram SPD

Candidatos que se opõem a continuar na aliança com o partido de Merkel vencem as eleições do Partido Social-Democrata, derrotando aliados da chanceler alemã. O resultado deixa dúvidas quanto ao futuro do governo.
Fotografia: Omer Messinger/Lusa
Fotografia: Omer Messinger/Lusa

Este sábado, os membros do SPD elegeram os seus dois novos líderes. Ambos são críticos da coligação com o partido de Merkel (CDU).

A dupla crítica da chanceler alemã foi eleita com 53% dos votos. Assim, Norbert Walter-Borjans e Saskia Esken lideram agora o partido, derrotando Olaf Scholz, ministro das Finanças, e Klara Geywitz, favoráveis à manutenção da coligação com a CDU. A imprensa alemã afirma ainda que Scholz pretende continuar a exercer as funções de ministro.

Durante a campanha eleitoral, a dupla afirmou que o fim desta coligação não estava fora de hipótese. Aliás, Esken defendeu uma renegociação do acordo, alterações sobre questões orçamentais e das políticas de combate às alterações climáticas.

De acordo com a comunicação social alemã, Merkel já terá afirmado que não tem disponibilidade para ceder às exigências dos novos líderes do SPD. Assim, caso a coligação termine, a CDU terá de cogitar um novo cenário. Em cima da mesa, poderá estar um governo minoritário, já que não tem maioria no parlamento. Poderá haver ainda um novo cenário de coligação ou poderão ser marcadas eleições antecipadas.

A primeira decisão da nova dupla de líderes deverá versar a manutenção, ou não, da referida coligação, já que muitos membros do SPD defendem que o partido reconstrua o apoio ao partido na oposição.

O SPD é o mais antigo partido da Alemanha e procura a reconquista dos seus eleitores após um período com grandes perdas eleitorais. A eleição para a lideramça do partido ocorre meio ano após Andrea Nahles, ex-líder do partido, ter abandonado o cargo após resultados baixos nas eleições para o Parlamento Europeu. Nas eleições gerais alemã, o SPD teve os resultados mais baixos desde 1993. Atualmente, as sondagens apontam para os 14% de apoio do eleitorado.

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