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Alemanha: Trabalhadores conquistam 28 horas semanais no setor metalúrgico

Após semanas de negociações e greves em fábricas, os trabalhadores do setor metalúrgico alemão conseguiram o direito à redução do seu horário semanal para 28 horas e um aumento salarial de 4,3%. A federação dos trabalhadores do setor diz que o novo horário semanal irá permitir que conciliem melhor a vida profissional com a pessoal.

As negociações e as paralisações das fábricas tinham sido convocadas pelo sindicato do setor, o IG Metall, o mais poderoso sindicato alemão, que representa 3,9 milhões de trabalhadores, com o objetivo de defender mais flexibilidade para os trabalhadores na definição do seu tempo de trabalho.

A federação diz que este é um “compromisso suportável”, mas que contém “elementos dolorosos”. Com a solução encontrada, a reivindicação inicial da IG Metall, que passava por uma compensação financeira pelo horário parcial, não foi alcançada. O aumento salarial de 4,3% fica também aquém do esperado, já que o sindicado defendia um aumento de 6%.


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A partir daqui, os trabalhadores do setor que tenham pelo menos dois anos de serviço na empresa poderão pedir para beneficiar desta redução do horário laboral entre 6 e 27 meses, podendo depois recuperar o lugar a tempo inteiro.

Por sua vez, o patronato ficou com mais flexibilidade para aumentar o tempo de trabalho para 40 horas semanais aos trabalhadores que o desejarem, ao invés da média de 35 horas no setor. A solução encontrada, após cinco reuniões sem sucesso, prevê ainda a participação dos lucros da empresa.

Os acordos no setor metalúrgico alemão têm historicamente um valor indicativo para o conjunto da economia alemã, numa altura em que há vários setores, como os serviços e a função pública, que estão a levar a cabo negociações salariais.

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