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Ainda não se conhece a origem da morte de mais de 300 elefantes no Botswana

Ambientalistas acusam o governo de demorar na resposta à investigação da origem da morte de mais de 300 elefantes no Botswana. No ano passado, o governo levantou a proibição de caça a estes animais. O presidente Masisi justificou esta medida com controlo de população.
Centenas de elefantes morreram no Botswana
Foto de Apocalípticos | Facebook

Segundo a Deutsche Welle (DW), a origem da morte de centenas de elefantes continua a intrigar as autoridades do Botswana e as associações ambientais. As primeiras mortes aconteceram em maio, junto ao Delta do Okavango. 

Os números de elefantes mortos dados pelo Ministério do Meio Ambiente e pelos ambientalistas são diferentes. Enquanto as autoridades nacionais afirmam que foram mais de 275 animais, os ambientalistas falam em mais de 356. 

Algumas amostras já foram enviadas para países como o Canadá, África do Sul e Zimbabwe para perceber qual é a origem desta vaga de mortes. O DW lembra que no ano passado já aconteceu um surto de carbúnculo, mas agora as autoridades nacionais colocam essa hipótese de fora. 

Várias associações ambientalistas criticaram o governo pela demora em enviar para análise as amostras dos elefantes mortos, mas no passado dia 3 de junho, o Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais do Botswana afirmou que o governo agiu com a rapidez necessária para investigar estas mortes. Mmadi Reuben, a principal autoridade veterinária do governo nacional, refere que “um grupo de investigação do governo está no local desde que foram relatados os primeiros casos. O Botswana reagiu prontamente”. 

Para Mark Hiley, co-fundador da ONG National Park Rescue, a resposta veio tarde porque “os elefantes começaram a morrer em números enormes em maio, e o governo normalmente responderia em alguns dias a um incidente nessa escala”. 

Chris Thouless, diretor das pesquisas da organização Save The Elephants, frisou que esta vaga de mortes não tem precedentes fora do período de seca e justifica a demora do governo por este ser "um país bastante remoto”.

No ano passado, o governo liderado pelo presidente Mokgweetsi Masisi acabou com a proibição da caça de elefantes justificando esta medida com a manutenção da população em 130 mil elefantes, o que representa um terço do total do continente africano. 

 
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