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Agência dos EUA interceta milhões de "selfies" e "fotos de perfil" para banco de dados

As imagens são recolhidas para um banco de dados de reconhecimento facial da Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana.
David Cameron, Helle Thorning-Schmidt e Barack Obama a tirar uma selfie.

A NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA, na sigla em inglês) interceta milhões de imagens nas redes sociais para abastecer um programa de reconhecimento facial. Nem mesmo imagens de perfil e as chamadas "selfies" escapam do sistema de vigilância em massa, apontam novos documentos vazados por Edward Snowden, divulgados este domingo pela imprensa norte-americana.

O programa de identificação facial recolhe fotografias em e-mails, mensagens SMS, redes socias - como Facebook, por exemplo - e até mesmo videoconferências para um sofisticado banco de dados, afirma o jornal New York Times - que, junto a Glen Greenwald, foram os únicos a receber estes arquivos da NSA divulgados por Snowden.

São milhões de imagens captadas por dia que, segundo o jornal norte-americano, geram mais de 55 mil mapeamentos faciais de alta qualidade, que permite à NSA reconhecer um indivíduo em questão de segundos, fornecendo "um enorme potencial inimaginável" em tecnologia da informação.

Após anos de enfoque em comunicações escritas e verbais, a NSA dá agora a mesma importância a fotos de rostos, impressões digitais e outros tipos de imagens nas suas operações, afirma o New York Times. "Não estamos só atrás das comunicações tradicionais: trata-se de arranjar todo um arsenal que explore digitalmente as pistas que um alvo deixa para trás nas suas atividades frequentes na rede para serem compiladas em dados biográficos e biométricos", diz um dos documentos.

Uma porta-voz da agência, ao ser perguntada pelo New York Times a respeito, afirmou que a NSA tenta continuamente melhorar as suas atividades de espionagem, mas ressaltou que os serviços secretos não têm acesso às bases de dados nas quais são compiladas as fotos de carta de condução e passaportes de cidadãos americanos.

Esquerda.net com Opera Mundi

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