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Aeroporto de Lisboa: trabalhadores protestam contra salários baixos e falta de estacionamento

Esta manhã, um grupo de trabalhadores do aeroporto de Lisboa realizou um protesto contra a falta de lugares de estacionamento para os trabalhadores. Na quinta-feira, um plenário de trabalhadores decidirá sobre a continuação do processo reivindicativo.
Trabalhadora do aeroporto de Lisboa em protesto.
Trabalhadora do aeroporto de Lisboa em protesto. Foto de Miguel A. Lopes. Lusa.

Foram cerca de quatro dezenas de trabalhadores que fizeram ouvir a sua voz esta quarta-feira junto ao aeroporto de Lisboa. São trabalhadores por turnos, com baixos salários, que protestam contra a ausência de lugares de estacionamento.

Em declarações à Antena 1, Cristina Carrilho, coordenadora da Comissão de Trabalhadores da TAP, explicou a situação em que se encontram: “temos trabalhadores aeroportuários que vivem em zonas que não têm transportes que os sirvam nesses horários [dos turnos que fazem]”. Assim são “obrigados a vir trabalhar por transporte próprio”. E o problema aumenta quando chegam ao local de trabalho: há empresas, como a Vinci, que não oferece lugares de estacionamento aos trabalhadores; naquelas que os oferecem, “como é o caso da TAP”, os lugares “já estão saturados”. Há quem faça avenças com parques externos ao aeroporto mas também estes “já estão cheios”. E se os trabalhadores quiserem estacionar o carro nas ruas terão de pagar parquímetro para ir trabalhar.

Através de um abaixo-assinado, estes trabalhadores já tinham alertado para a situação há meses atrás. Como não foram ouvidos, passaram ao protesto com mais visibilidade perto do aeroporto de Lisboa. Nos cartazes que fizeram, os trabalhadores de empresas como Vinci, a TAP, a Portway, a Groundforce e várias outras, escreveram frases como “baixos salários e ainda pagar estacionamento?” ou “Vinci com milhões, para estacionamento nem tostões”.

Para a próxima quinta-feira está marcado um plenário onde decidirão como continuar a sua luta.

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