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Açores: Bloco quer reforçar o combate à violência doméstica e de género

Arquipélago dos Açores é a região portuguesa com maior prevalência de violência doméstica. O candidato bloquista às eleições regionais defende campanhas de sensibilização nas escolas e reforço dos recursos humanos das organizações que trabalham na área.
Manifestação da greve feminista de 8 de março de 2020.
Manifestação da greve feminista de 8 de março de 2020. Fotografia de Ana Mendes.

António Lima, coordenador regional do Bloco de Esquerda Açores, defendeu a promoção da igualdade de género e o combate à violência doméstica na região autónoma, nomeadamente através do reforço dos recursos humanos nas instituições e do incentivo à sensibilização nas escolas. As declarações foram feitas após uma reunião com a delegação açoriana da UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta. 

Os Açores são a região de Portugal com maior taxa de incidência de violência doméstica, pelo que o trabalho de associações como a UMAR é fundamental “no apoio às vítimas de violência doméstica, no combate a este flagelo social, que é a violência doméstica, que é, na região, um dos piores, se não o pior, problema social”, explicou António Lima à Lusa. 

Os Açores têm “a maior prevalência de violência doméstica do país”, com “4,1 casos por mil habitantes, enquanto a nível nacional o valor é de 2,8 por mil habitantes”. Por essa razão, o Bloco de Esquerda Açores considera que esta matéria “tem de ser prioridade para qualquer governo, qualquer instituição, qualquer região” e que “se deve refletir nas políticas públicas”.

Para o atual líder parlamentar bloquista, “a violência doméstica é um problema que está enraizado na sociedade” e “tem de ser combatido na origem, tem de ser combatido com a educação, começar a ser combatido nas escolas, porque a violência no namoro é um problema que é cada vez mais presente, cada vez mais real”.

“Consideramos também necessário que os serviços da Inspeção Regional de Trabalho tenham formação e uma sensibilização muito intensa para a realidade, para a desigualdade de género no trabalho, para a desigualdade salarial e para as condições de trabalho das mulheres nos Açores, que têm uma participação cada vez mais ativa no mundo do trabalho, mas essa participação tem de ter igualdade em relação aos homens”, explicou o coordenador bloquista.

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