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Açores: Bloco promete “combate sem tréguas” à precariedade laboral

Zuraida Soares defendeu esta terça-feira que 75 por cento dos trabalhadores de uma empresa que seja apoiada por dinheiros públicos devem ter contratos sem termo, visando combater a precariedade laboral existente na Região.
Zuraida Soares - Foto de Eduardo Costa/Lusa
Zuraida Soares - Foto de Eduardo Costa/Lusa

“Temos propostas para criar emprego imediato e a médio e longo prazo, sobretudo emprego qualificado”, declarou à agência Lusa a cabeça de lista do Bloco pelos círculos eleitorais de São Miguel e Compensação, Zuraida Soares, que visitou o Hospital da Horta, no Faial, bem como contactou os trabalhadores da Cooperativa Agrícola de Laticínios da ilha.

Zuraida Soares quer “aproveitar as condições endógenas” dos Açores, nomeadamente o mar e sua posição geoestratégica, para criar polos de desenvolvimento regional “descentralizados no âmbito de uma política de coesão territorial”, que combata a “perda de população constante” pelo menos em seis das nove ilhas dos Açores.

A dirigente do Bloco pretende “travar um combate sem tréguas” à precariedade, que referiu ser “cada vez mais a única forma de emprego” que os trabalhadores têm nos Açores.

O que o PS propõe no seu programa eleitoral nesta matéria é mudar alguma coisa para que fique tudo exatamente na mesma

A candidata preconizou a realização de concursos públicos para a admissão de pessoal na administração pública que sejam “isentos e transparentes” e assegurem “igualdade de oportunidades de acesso”, não havendo lugar, como disse acontecer atualmente, para “concursos com cartas marcadas em que já se sabe quem vai entrar”.

“O que o PS propõe no seu programa eleitoral nesta matéria é mudar alguma coisa para que fique tudo exatamente na mesma”, frisou a candidata, para salvaguardar que se está “perante um logro”.

Zuraida Soares quer ver assegurada a higiene e segurança no trabalho e o “cumprimento absoluto dos direitos dos trabalhadores” pelas entidades empregadoras, devendo estes ser assegurados por uma Inspeção Regional do Trabalho “eficaz e autónoma, não governamentalizada”.

A dirigente bloquista defendeu ainda a necessidade de se aumentar o salário mínimo nacional e regional, bem como uma “aposta séria” na reabilitação urbana pública e privada que gere milhares de postos de trabalho e melhore a imagem das ilhas, centros urbanos e vilas.

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Artigo publicado no site do Bloco de Esquerda dos Açores.

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