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Acordo votado, fim da greve na General Motors

Durante 40 dias, dezenas de milhares de trabalhadores norte-americanos da General Motors desafiaram a administração com uma greve. A paralisação mais longa do setor automóvel nos EUA desde os anos 70 acabou com a votação de acordo que deixa um sentimento agridoce. Três fábricas fecham. O sindicato parte agora para a negociação com a Ford.
Trabalhadores da General Motors em piquete de greve. Outubro de 2019.
Trabalhadores da General Motors em piquete de greve. Outubro de 2019. Foto UAW.

Com 23389 votos a favor e 17501 contra, os trabalhadores da General Motors nos Estados Unidos aprovaram o fim de uma greve que durou quarenta dias.

57,2% aprovaram assim um acordo que prevê aumentos salariais mas que permite o fecho de três fábricas em Lordstown, no Ohio, em Warren, Michigan, e nas imediações de Baltimore. Não é por isso surpresa que nestas fábricas a votação tenha sido esmagadoramente contra o acordo.

Para além disso, mantém-se o acesso aos seguros de saúde e os trabalhadores contratados depois de 2007 poderão alcançar o mesmo salário do que os mais antigos em quatro anos. A GM comprometeu-se ainda em investir 7,7 biliões de dólares.

Ford, a empresa que se segue

O acordo com a GM serve de patamar para as negociações com os outros fabricantes automóveis. Estes mostraram desagrado com os termos acordados, nomeadamente com o facto de assegurar o acesso a seguro de saúde a baixos custos. A Fiat Chrysler e Ford não estão na mesma situação em que a moeda de troca era o encerramento das três fábricas.

O sindicato United Auto Workers anunciou esta sexta-feira que a empresa com a qual vai negociar a seguir será a Ford já nesta segunda-feira. O braço de ferro aqui será à volta da redução de empregos. Estima-se que a aposta em carros elétricos desta empresa irá reduzir em 30% as horas de trabalho necessárias, ameaçando muitos trabalhadores com o desemprego.

A greve, que começou a 16 de setembro passado, fez parar não só as fábricas norte-americanas mas também as mexicanas que delas dependem, ficando os trabalhadores sem direito a salário. A GM anunciou que este fim-de-semana estas recomeçarão a laborar e que a situação ficará normalizada dentro de uma semana.

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