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Abraço ao Conservatório reúne centenas

“Escola de Música a morrer e eu sem aprender”, gritaram alunos, professores e pais que fizeram o abraço à escola e se manifestaram frente à Assembleia da República.
O abraço à Escola de Música do Conservatório Nacional. Foto de Paulete Matos
O abraço à Escola de Música do Conservatório Nacional. Foto de Paulete Matos

Alunos, professores e pais da Escola de Música do Conservatório Nacional fizeram por volta das 12h30 um cordão humano em torno da escola como forma de protesto contra a falta de condições de funcionamento, dado o estado de degradação do edifício. “O Conservatório precisa de obras urgentes há muito tempo, mas como a situação se arrasta, os problemas das infra-estruturas degradaram-se ainda mais e está em risco a segurança dos alunos, dos professores, que chegam ao ponto de reivindicar poder ter aulas sem que lhes caia um tijolo em cima da cabeça”, disse a deputada Catarina Martins, que também participou no cordão humano.

"Alunos e professores chegam ao ponto de reivindicar poder ter aulas sem que lhes caia um tijolo em cima da cabeça”, disse a deputada Catarina Martins

O protesto começou logo de manhã, com alunos e professores concentrados em frente à escola, mas sem entrarem. Entre as palavras de ordem mais gritadas estiveram: “Escola de Música a morrer e eu sem aprender”, “Quero estudar”, “Nós somos Conservatório Nacional, basta!”

Música em frente da Assembleia da República

Realizado o abraço à escola, o protesto transferiu-se para frente da Assembleia da República, onde uma representação foi recebida pelos Grupos Parlamentares do Bloco de Esquerda, do PCP e dos Verdes. No local, estudantes e professores apresentaram a sua música para animar a concentração.

Entretanto, numa reunião com a DREL foi prometido que mediante a apresentação dos orçamentos para recuperação de todas as salas "problemáticas" (as mais de 10 atualmente fechadas), a recuperação da cobertura de toda a Escola e o pátio, essas obras serão pagas pelo Estado. Sublinhe-se, porém, que a autorização para fazer os orçamentos já foi dada várias vezes, sem que as obras se tivessem realizado.

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