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773 patrões foram apanhados a explorar imigrantes ilegais

Desde o início de 2018 e até julho deste ano, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras já aplicou mais de 500 coimas a empresas que exploram mão de obra imigrante sem documentos, a quem pagam muito menos pelo mesmo trabalho.
imigrante
Foto Paulete Matos

A reportagem do Diário de Noticias deste sábado revela os dados da fiscalização à exploração de mão-de-obra ilegal no nosso país no último ano. Entre janeiro de 2018 e julho de 2019, o SEF detetou 773 patrões a explorarem imigrantes sem documentos, em particular no setor da hotelaria, agricultura e restauração. Tudo indica que a trajetória desses números seja de subida, uma vez que foram detetadas este ano 339 empresas só no primeiro semestre, contra um total de 438 empresas em todo o ano passado.

A reportagem conta também relatos na primeira pessoa de imigrantes que foram explorados e em muitos casos enganados pelo seu patrão, que acabou por nunca pagar o salário acordado. “Prometeram que ia receber 650 euros por mês por oito horas de trabalho diário, mas trabalhava 14 a 16 horas e recebia 400 euros ao fim do mês”, contou o brasileiro Marcelo de Paula pouco antes de regressar ao seu país após a má experiência num restaurante em Alcácer do Sal.

Dos 773 casos detetados, o SEF aplicou 538 coimas no mesmo período. Os restantes casos encontram-se em instrução, foram arquivados, ou o infrator está a pagar em prestações ou tem paradeiro desconhecido. Quando o SEF, muitas vezes acompanhado por inspetores da Autoridade para as Condições do Trabalho, deteta estas situações, os patrões devem comprovar que os trabalhadores têm o seu processo de legalização em andamento. Mas muitos patrões preferem pagar menos e explorar um trabalhador sem direitos a cumprir a lei e segui o processo de legalização.

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