De acordo com cálculos do DN/Dinheiro Vivo, que se baseia em dados do INE e do Eurostat, há mais de 711 mil trabalhadores com contratos a prazo ou ainda mais precários.
O peso no total do emprego por conta de outrem é, neste momento, o quinto maior da Europa: 82% das pessoas dizem-se obrigadas a aceitar contratos precários por não conseguirem encontrar vínculos permanentes.
A Comissão Europeia alertou para este problema, dizendo tratar-se de um sinal da severa segmentação do mercado laboral português.
Bruxelas afirma que, “apesar do aumento significativo no número de empregos permanentes em 2017, a proporção de empregados temporários permaneceu estável em 22%, um dos níveis mais altos da União Europeia”.
Para o Eurostat, os empregados “temporários” são aqueles “que têm um contrato a termo fixo ou cujo trabalho irá terminar se determinado objetivo for atingido, como a conclusão de um projeto ou o regresso da pessoa que estava a ser temporariamente substituída”. Em Portugal, “cerca de 82% dos empregados temporários estavam nesta situação involuntariamente”, aponta.
Ainda que haja mais pessoas “a migrar de empregos temporários para empregos permanentes”, a Comissão afirma que “os contratos temporários continuam a ser a norma para os desempregados encontrarem trabalho”. Além disso, a diferença salarial (já de si grande) entre empregados temporários e permanentes cresceu durante a crise”, acrescenta. Assim, recomenda ao governo que tome medidas neste sentido.