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6700 mortes por ano associadas à poluição atmosférica em Portugal

O número de mortes em Portugal devido ao ozono é dos mais elevados da União Europeia, diz a Associação Zero, citando o relatório da Agência Europeia do Ambiente.
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Foto Paulete Matos.

Os dados do relatório são de 2013 e estimam que em Portugal, por ano, morram prematuramente 6070 pessoas devido às elevadas concentrações de partículas finas (PM2.5), 150 devido ao dióxido de azoto (NO2) e 420 devido ao ozono (um dos valores mais altos nos 28 países da UE, em relação ao total da população), totalizando cerca de 6700 mortes anuais associadas à má qualidade do ar.

Os resultados do estudo foram divulgados pela associação ambientalista Zero, que se diz preocupada também com os resultados que venham a ser conhecidos sobre os anos seguintes, já que “em 2015 houve um conjunto de ultrapassagens significativas de valores-limite da qualidade do ar, principalmente por comparação com o ano de 2014”.

O tráfego rodoviário é apontado como o maior responsável por esta ultrapassagem dos valores limite e a Zero responsabiliza as autarquias por tomar as medidas indispensáveis e urgentes para reduzir as concentrações em causa.

A associação lembra ainda que os novos limites nacionais de emissão serão votados esta quarta-feira no Parlamento Europeu. "Os limites deveriam ser mais ambiciosos dado o total de mortes prematuras que se estimam atualmente em mais de 520 mil por ano, mas, à exceção de alguns países, não houve vontade política para ir mais longe", refere o comunicado.

Apesar de Portugal já ter cumprido as metas de redução para 2020 em alguns poluentes, no que respeita a 2030 a ZERO considera que "em relação ao amoníaco, óxidos de azoto e partículas finas, haverá que desenvolver políticas ambiciosas ao nível do transporte rodoviário e na produção de energia elétrica, retirando de funcionamento até 2030 como previsto as centrais a carvão, de forma a podermos atingir os valores totais que deverão ser hoje confirmados".

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