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55% da população mundial não tem segurança nem assistência social

Os números são do Relatório da Organização Internacional de Trabalho, que considera essencial melhorar estes apoios nos países em desenvolvimento para evitar futuras crises, pois “a crise da covid-19 expôs lacunas devastadoras na cobertura de proteção social”.
Globo com máscara de proteção. Foto de Marco Verch/Flickr.

O relatório divulgado na passada quinta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) refere que cerca de quatro mil milhões de pessoas, o correspondente a cerca de 55% da população mundial, não está coberta por um sistema de segurança social ou assistência social. Relativamente aos desempregados, segundo este estudo, apenas um quinto destes tem subsídios de desemprego, sendo estes números ainda mais dramáticos em algumas partes do globo.

A OIT afirma ainda a urgência de melhorar estes apoios nos países em desenvolvimento para evitar futuras crises, porque “a crise da covid-19 expôs lacunas devastadoras na cobertura de proteção social”.

Noutro relatório da mesma entidade referem-se os problemas existentes com os subsídios por doença indicando que, “em primeiro lugar, essas lacunas de proteção podem obrigar as pessoas a ir trabalhar quando estão doentes ou deviam estar em quarentena, aumentando assim o risco de infetar outras pessoas” e, “em segundo lugar, a perda de rendimento que lhe está associada aumenta o risco de pobreza para os trabalhadores e trabalhadoras e suas famílias, o que poderá ter um impacto duradouro”, considerando que a proteção social é um instrumento essencial de apoio num período de crise como este.

A organização alerta ainda os responsáveis políticos para que não esgotem todos os recursos dos sistemas de saúde na covid-19, porque é necessário responder também a outros problemas de saúde.

Acresce que o acesso aos cuidados de saúde diferem, dependendo da região onde se está, pois "embora o vírus não discrimine entre ricos e pobres, os seus efeitos são extremamente desiguais”.

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