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45% dos trabalhadores da Madeira sujeitos a lay-off ou desemprego

O desemprego subiu 10% face a 2019 e um terço da população ativa está em lay-off, num total de 61 mil trabalhadores. Sindicato da Hotelaria lembra que salários não aumentaram durante os anos recorde do turismo na Madeira.
Funchal, região autónoma da Madeira. Via Flickr de Daniela Goulart: https://www.flickr.com/photos/asleeponasunbeam/
Funchal, região autónoma da Madeira. Via Flickr de Daniela Goulart: https://www.flickr.com/photos/asleeponasunbeam/

Os efeitos da pandemia na região autónoma da Madeira estão a ser profundos. O desemprego subiu 10% face a 2019 e um terço da população ativa está em lay-off, num total de 61 mil trabalhadores, 45% da população, noticiou o jornal Público esta terça-feira.

De acordo com os dados fornecidos pela Secretaria Regional de Inclusão Social e Cidadania (SRIC), 3.375 empresas recorreram ao mecanismo de lay-off simplificado desde o início da pandemia, colocando um total de 43.699 trabalhadores neste regime.

O Sindicato da Hotelaria denuncia o aproveitamento da situação e a pressão que o lay-off coloca sobre os trabalhadores. “Alguns querem mandar as pessoas de férias, sem pagar, claro. Outros aproveitam para fazer obras, porque a Segurança Social vai pagando”, diz Adolfo Freitas ao Público. E relembra que “durante anos e anos, o turismo bateu recordes, mas isso não se refletiu nos salários dos trabalhadores”.

Em maio, estavam inscritos 17.645 de trabalhadores no Centro de Emprego, números que tenderão a piorar com a guerra comercial lançada entre vários países europeus na disputa pelo mercado do turismo e de aviação, e que levou já o Reino Unido a não incluir Portugal nos países seguros para onde viajar de forma a favorecer o consórcio formado pela British Airways/ Iberia, decisão com duras consequências para a economia da Madeira.

Ao Público, a secretária regional Augusta Aguiar afirma que "o governo regional está a acompanhar, em permanência, a evolução da situação das empresas e dos trabalhadores, e tem vindo a adaptar as medidas conforme necessário", explica, não se comprometendo com qualquer resposta por parte do governo regional.

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