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40 anos do SNS: maior esperança de vida e menor mortalidade infantil

Quarenta anos após a criação do Serviço Nacional de Saúde, a esperança média de vida em Portugal aumentou em mais de 10 anos e a mortalidade infantil diminuiu drasticamente.
40 anos do SNS: maior esperança de vida e menor mortalidade infantil
Foto de Paulete Matos.

Em quarenta anos de Serviço Nacional de Saúde, a esperança média de vida em Portugal aumentou em mais de 10 anos e houve uma redução drástica da mortalidade infantil.

Portugal passou do fundo da tabela da Europa Ocidental no que aos indicadores de mortalidade infantil e materna diz respeito para ser um dos países com melhores indicadores em todo o mundo.

Celebrando este mês quarenta anos de existência, o SNS depara-se agora com um país com uma população envelhecida e com mais doenças crónicas.

De acordo com o documento Retrato da Saúde, com data de publicação de 2018, “o aumento da esperança de vida, a permanente inovação tecnológica e o crescente acesso à informação, com cidadãos cada vez mais exigentes e com maiores expectativas em relação ao seu estado de saúde” fazem parte dos presentes desafios do SNS.

Em 1979, ano de criação do Serviço Nacional de Saúde, a esperança de vida à nascença era de quase 71 anos - atualmente é de 81, dizem os dados oficiais. Também a taxa de mortalidade infantil sofreu uma drástica redução: de 26 por mil nascimentos em 1979 para três na atualidade, recorda a agência Lusa. Havia 42 mortes de mulheres por cada 100 mil partos e atualmente desceu para menos de 10 mortes maternas por cada 100 mil partos. Tudo isto são fatores que nos permitem analisar a melhoria geral das condições de vida e o aumento do acesso aos cuidados de saúde.

“Hoje, somos uma população envelhecida, com um baixo índice de fecundidade, que se depara com novos problemas de saúde, assumindo as doenças crónicas um peso crescente. Não menos relevantes são os atuais estilos de vida que revelam dinâmicas comportamentais associadas a fatores de risco determinantes para o estado de saúde dos portugueses”, refere o documento “Retrato da Saúde 2018”.

Nesse mesmo documento, Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, assume que a “profunda mudança” do perfil demográfico e epidemiológico em Portugal “traz grandes desafios ao sistema de saúde”.

Com mais de um milhão de pessoas acima dos 75 anos, o envelhecimento populacional tem impacto no aumento de doenças crónicas e no número de doentes com várias patologias. As doenças cerebrocardiovasculares, como são exemplo os AVC, e os cancros são as principais causas de morte em Portugal. Porém, ao passo que as primeiras apresentam uma tendência de descida na sua mortalidade, houve um “aumento muito significativo entre a população portuguesa” das doenças oncológicas, pode ler-se no mesmo documento consultado pela Lusa e disponível no Portal do SNS.

Um dos fatores de risco para a doença cardiovascular é a hipertensão - doença que, segundo dados do Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico promovido pelo Instituto Nacional de Saúde (INSA), afeta mais de um terço da população portuguesa com idades entre os 25 e os 74 anos.

A obesidade é igualmente um fator de risco com maior preponderância nas doenças observadas em território português. De acordo com o inquérito do INSA, 28,7% dos adultos portugueses têm obesidade e 30% das crianças apresentam excesso de peso.

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