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40 anos do 27 de Maio: “As pessoas têm o direito a saber a verdade”

O Bloco organizou esta quarta-feira uma audição pública no parlamento sobre o processo de repressão iniciado a 27 de Maio de 1977 no interior do MPLA, que desencadeou um massacre de milhares de angolanos.
Audição promovida pelo Boco com familiares dos desaparecidos e sobreviventes do 27 de Maio em Angola. Foto esquerda.net

O 40º aniversário do 27 de Maio foi assinalado esta semana com uma audição pública promovida pelo Bloco de Esquerda, com a presença de familiares de desaparecidos e sobreviventes da repressão lançada pela fação do então Presidente angolano, Agostinho Neto.


Ouça aqui a audição pública na íntegra.


“Quisemos aqui evocar a memória das pessoas que desapareceram, foram fuziladas e mortas. Essas pessoas têm direito à memória”, afirmou o deputado bloquista João Vasconcelos.

“Como aqui foi dito, é necessário resgatar a memória, tendo em conta que há muitos sobreviventes a relatar o que se passou”, prosseguiu o deputado, lembrando os milhares de mortos e desaparecidos numa repressão sangrenta mantida oficialmente em silêncio nos últimos 40 anos.

“Os familiares têm direito a saber o que aconteceu” aos desaparecidos, pelo que “há que dessacralizar esses acontecimentos”, acrescentou João Vasconcelos.

“A nós apenas nos move a verdade e a justiça. Houve pessoas angolanas e portuguesas que sofreram com estes acontecimentos e as pessoas têm direito à verdade sobre o que aconteceu”, concluiu o deputado no final desta sessão.

O esquerda.net publicará nos próximos dias os depoimentos feitos nesta audição pública por Conceição Coelho, irmã de Rui Coelho, militante do MPLA fuzilado e de José Reis, sobrevivente depois de dois anos e meio de torturas, prisão e campo de trabalho forçados.

Leia aqui o dossier “O 27 de Maio de 1977 em Angola” publicado esta semana no esquerda.net

 

 

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