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"1936, o ano da morte de Ricardo Reis" volta ao palco de A Barraca

Nesta quinta-feira, 1 de junho, A Barraca volta ao universo da escrita de José Saramago, com a reposição da peça “1936, o ano da morte de Ricardo Reis”.
"1936 - Ano da Morte de Ricardo Reis" volta ao palco do Cinearte
"1936 - Ano da Morte de Ricardo Reis" volta ao palco do Cinearte

A peça tem dramaturgia e encenação de Helder Mateus da Costa e foi estreada em junho de 2016. Voltará agora ao palco do Cinearte até 22 de julho, com espetáculos de quinta-feira a sábado, às 21:30, e, ao domingo, às 17:00.

Em declarações à agência Lusa, Helder Costa revelou que escolheu esta obra do prémio Nobel da Literatura 1998, porque foi a que mais o “entusiasmou”.

O encenador disse à Lusa que o interesse reside não só na solução narrativa encontrada pelo escritor, que pôs Ricardo Reis a encontrar-se com o defunto Fernando Pessoa, quando aquele heterónimo pessoano regressa a Lisboa, um ano após a morte do seu criador, em 1935, - e que se mantém na dramaturgia -, mas por 1936 ter sido um ano importantíssimo” para Portugal.

Helder Costa lembra que em 1936, no 10º aniversário da instauração da ditadura salazarista, foram criadas a Colónia Penal do Tarrafal, a Legião Portuguesa e a Mocidade Portuguesa. E salienta que foi um ano de “ascensão de ditaduras”, não só em Portugal, mas também em Espanha, Itália e Alemanha, três anos do início da II Guerra Mundial.

“Curiosamente, muito parecido com o que se está a passar hoje no mundo, porque as ameaças são várias”, sublinhou o encenador citando, a título de exemplo, “a invenção de Donald Trump, nos Estados Unidos, ou o sinal que o 'brexit' constitui".

O encenador aponta que o “individualismo egoísta, não apenas das pessoas mas também dos países, caminha num crescendo e ao qual há que pôr fim, promovendo a paz e não a guerra”, e defende: “A luta pela paz é cada vez mais essencial”, argumentou Helder Mateus da Costa.

A peça tem direção artística de Maria do Céu Guerra e será interpretada por Adérito Lopes, Ruben Garcia, Sónia Barradas, Rita Soares, João Maria Pinto, Samuel Moura e Sérgio Moras.

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