Está aqui

146 pessoas resgatadas no Mediterrâneo

Em menos de 24 horas, a ONG Open Arms resgatou 146 pessoas na zona de salvamento de Malta, apesar das intempéries e das ações das autoridades malteses e líbias que pretendiam o reenvio forçado para a Líbia, um porto que já foi declarado como não seguro pela ONU.
Foto de Bruno Thevenin/Twitter Open Arms

Na noite de 12 para 13 de Fevereiro, a Open Arms localizou um pequeno barco de madeira, depois de horas de busca e de vários confrontos com a patrulha líbia, ao largo de Malta. Resgataram 40 pessoas, entre as quais um bébé de 3 meses, naufragados em alto mar.

Algumas horas depois chegava um novo alerta da Alarm Phone. Cerca de 110 migrantes num barco de borracha estavam em perigo e precisavam de um resgate imediato, face ao agravamento das condições meteorológicas, com ondas de 4 metros e a aproximação de uma tempestade. O alerta terminava “Não os deixem afogar-se!”

Ao final da tarde, Oscar Camps, fundador da Open Arms, anunciava que na sequência do alerta da Alarm Phone, tinham acabado de resgatar cerca de 100 pessoas, que posteriormente se confirmou serem 106.

As 146 pessoas resgatadas pela ONG, entre as quais muitas mulheres e crianças, navegam agora rumo ao Porto Empedocle, na Sicília.

Na passada semana, mais de 200 migrantes foram intercetados em alto mar e alvo de reenvio forçado para a Líbia e mais de 1700 foram intercetados pela guarda costeira Líbia. ONGs que operam no Mediterrâneo falam em milícias que se fazem passar por guarda costeira e foram testemunhas do alerta dado por um avião militar maltês às autoridades líbias sobre a localização de duas embarcações em perigo, que foram prontamente devolvidas à Líbia.

Os reenvios forçados são uma prática ilegal, à luz do Direito Internacional. Contudo, vários Estados Membros da União Europeia insistem em recorrer a essa prática, como é o caso de Malta.

Termos relacionados Internacional
(...)