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1 em cada 10 doentes deixam de comprar medicamentos por razões económicas

Cerca de 11 por cento dos portugueses já desistiram de adquirir um medicamento prescrito pelo médico por não conseguirem suportar os custos do fármaco, revela estudo da Universidade Nova de Lisboa.
Foto de Manuel Moura, Lusa.

Um em cada dez portugueses deixaram no último ano de comprar medicamentos prescritos pelo médico por falta de dinheiro.

Segundo um estudo elaborado pela escola de gestão de informação da Universidade Nova de Lisboa (NOVA IMS), divulgado pela agência Lusa esta terça-feira, 10,8% dos portugueses optaram por não comprar algum medicamento prescrito por um médico devido ao custo dos fármacos, um valor que em 2016 tinha chegado aos 11,8%.

Apesar destes números serem extremamente elevados, a percentagem de doentes que deixaram de comprar medicamentos por causa do preço tem vindo sempre a baixar, passando dos 15,7% no primeiro ano de elaboração do estudo (2014) para os 14,2% em 2015.

O estudo revela ainda que, apesar de na ótica dos portugueses a qualidade dos serviços ter diminuído ligeiramente no ano passado (66.7 pontos, menos 1,6 do que em 2016), a qualidade técnica efetiva do SNS - que usou 13 indicadores validados e ponderados por um grupo de peritos - subiu substancialmente, alcançando os 73.8 pontos (mais 5,3 dos que no ano anterior).

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