Dossier 144: Empresas de Trabalho Temporário

Abril 3, 2011

As ETT's são um negócio chorudo e uma ferramenta perfeita para a acumulação capitalista e para a precarização, desresponsabilizando os empregadores, diminuindo salários e fragilizando os vínculos.

Abril 3, 2011

Em Portugal existem pelo menos 266 Empresas de Trabalho Temporário legalizadas que movimentaram mil milhões de euros em 2010, à custa da captação de cerca de 40 por cento dos rendimentos de 400 mil trabalhadores temporários.

Abril 3, 2011

Os lucros e os muitos milhares de trabalhadores afectos a estas seis grandes ETT’s são um exemplo paradigmático do negócio em expansão da subcontratação mas também das alterações nas relações laborais que se revelam estruturais e atentas às oportunidades que a crise económica traz.

Abril 3, 2011

A flexibilidade demonstrada por Vitalino-deputado e Vitalino-provedor é, politicamente, muito discutível. Na prática o que os associados da APESPE, os patrões das ETT’s, conseguiram foi nomear um deputado, já eleito, para representar os seus interesses no parlamento. 

Abril 3, 2011

Para além da generalização dos contratos a prazo, alguns com durações mínimas e renovados sucessivamente, dos baixos salários, da insegurança e da chantagem do desemprego, cresce também o recurso ao falso trabalho temporário.

Abril 3, 2011

Devido às restrições à contratação no sector público, o recurso ao trabalho temporário no Estado disparou nos últimos anos. Mas este aumento está também relacionado com a substituição dos contratos de prestação de serviços, os recibos verdes, por subcontratação através de ETT’s.