A greve geral ganha importância para os estudantes. Mais do que uma paralisação laboral, representa uma resposta coletiva de quem recusa aceitar a precariedade, a desigualdade social e a normalização da insegurança económica.
A cidade é hoje um paradoxo: há tanta coisa a acontecer a todo o tempo e, no entanto, há também uma sensação de vazio permanente. As cidades dos nossos dias são cidades de papel – sob o verniz publicitário não há quase nada.
Hoje quando estamos confrontados com o crescimento da extrema direita que difundem a divisão e a violência é importante lembrar que há 50 anos as organizações terroristas como o ELP, MDLP e Codecos lançavam a destruição e a morte no Porto e noutras regiões do país.
A esquerda tem uma tarefa dupla: disputar uma ideia de país e uma ideia de Europa. As duas são inseparáveis. Não para defender o que existe, mas para construir uma correlação de forças diferente.
O Padre Max e a Maria de Lurdes foram mortos à bomba no preciso dia em que, a 399 quilómetros de distância, os deputados constituintes aprovaram a Constituição da República Portuguesa. E esta coincidência ajuda-nos a realçar um traço de continuidade entre esse momento e o tempo que estamos a viver.
Há uma enorme falta de transparência em tudo o que rodeia a determinação de políticas da UE. Qualquer indústria com conflito de interesses não devia poder ter um lugar na mesa de negociações de políticas públicas que vão afectar todas as pessoas. A boa notícia é que há um precedente.
Como não acredito em políticos ingénuos, tudo isto tem uma razão de ser: dissimular o intencional desgaste do que é público para poder justificar a entrada em cena, cada vez mais descarada, dos interesses privados.
A precariedade, para uma grande parte da população em Portugal, começa na escola. É urgente derrotar o pacote laboral apresentado pelo PSD/CDS e apoiado por outros partidos da direita. Este pacote dos patrões só quer manter a precariedade.