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Giallo, Jaune e Gelb

Deixem-me descansar-vos: este texto não visa mostrar como se diz amarelo em várias línguas. Mas o italiano, o francês e o alemão são línguas oficiais da Suíça. E porque nos interessa dizer amarelo nestas línguas?

No último domingo a Suíça votou em referendo a possibilidade de instaurar o Rendimento Mínimo Incondicional ( RBI) tendo sido rejeitado. A proposta era dar a todas as pessoas 2.500 Francos Suíços (2.225 euros) a todas as pessoas independentemente de trabalharem ou não. O mais perverso da proposta vem a seguir: ao dar este rendimento garantido às pessoas o estado suíço deixava de necessitar de dar serviços sociais às pessoas abrindo as suas funções essenciais ( saúde, educação, pensões) à iniciativa privada.

Coincidência ou mero acaso enquanto se discutia o RBI na Suíça os professores dos colégios privados faziam uma manifestação à porta do congresso do PS contra o corte de financiamento a colégios com contrato de associação. Parece-me que estes contratos de associação se ligam muito à proposta de RBI suíço. O estado passava a financiar colégios , hospitais privados e fundos privados de pensões para fazerem o serviço público. O estado dá dinheiro às pessoas para elas recorrerem ao privado: uma transferência clara de rendimentos do trabalho para o capital. É o neoliberalismo no seu auge , o sonho de Passos e Cristas.

Apesar da discussão sobre o RBI ser meritória é importante ter sempre em conta que o liberalismo é um perigo sempre à espreita.

Sobre o/a autor(a)

Estudante. Atvista do Bloco de Esquerda

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