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Como se não quisessem ver

Há muito tempo que vemos milhares de pessoas mortas na tentativa de chegar à Europa quer através de Lampedusa ( Itália) quer através da Grécia.

São milhares e milhares – refugiados, migrantes, pessoas com sonhos e dramas de vida diversos- que chegam à Europa procurando mudar a sua vida e realizar todos os seus sonhos. Não é de agora… há muito tempo que vemos milhares de pessoas mortas na tentativa de chegar à Europa quer através de Lampedusa ( Itália) quer através da Grécia.

É neste cenário que assistimos à falta de resposta de uma união europeia decadentista.

Enquanto se preocupavam apenas a humilhar a Grécia numa tentativa de colonialismo financeiro, parece que não viram ou não quiseram ver o governo fascista e xenófobo de Viktor Orbán que lidera a Hungria.

Só não viu quem não quis ver : o governo húngaro instalou uma cerca de arame farpado impedindo assim que a(o)s migrantes continuassem a sua viagem desde a Turquia até chegar à Alemanha . Só não viu quem não quis ver: David Camerron a chamar de “praga” a quem apenas quer ter uma vida digna na Europa.

É tudo demasiado mau para ser verdade e os argumentos que se utilizam lembram-nos tempos muito escuros da Europa. Ouve-se falar do medo do terrorismo islâmico, ouve-se falar da invasão da Europa (e não, não são apenas partidos de extrema direita que o dizem), ouve-se falar do perigo de estar em risco os valores cristãos do continente , seja lá o que isso for.

Mas tudo isto tem causas, e causas que nos devem fazer pensar. O ISIS não é mais que uma criação do EUA e da Europa, que apoiavam e continuam a apoiar com armas suportas forças de oposição “democrática” aos regimes ditatoriais. Erraram e continuam a errar.

Neste momento histórico à esquerda pede-se mais. Pede-se que faça jus ao seu caráter internacionalista, tendo a existência de cordões humanitários para salvar os migrantes como a sua principal bandeira.

É tempo de ser exigente connosco próprios e colocar-nos à prova neste momento de crise de migrantes que é também ( e é preciso dizê-lo) a crise da UE e a crise do capitalismo. Vamos à luta!

Sobre o/a autor(a)

Estudante. Atvista do Bloco de Esquerda

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