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Categorizações – O que valem as palavras?

O ser humano tem a tendência a organizar as outras pessoas de acordo com conceitos fáceis e muitas vezes redutores. Penso que reside aí a génese de muitos preconceitos da sociedade atual.

Foi assim quando surgiram os primeiros movimentos contra a escravatura de negros. A sociedade organizou-se em dois polos bem definidos : Os brancos e os negros. Apesar de ser óbvio que ajudava a definir quem era o explorador e quem era o explorado, baseava-se meramente numa característica para o fazer.

É assim hoje em dia: a divisão da sociedade em homens e mulheres; a divisão da sociedade em heterossexuais e homossexuais; a divisão da sociedade entre cisgéneros e trangénero; a divisão da sociedade entre deficientes e não deficientes. Toda esta divisão é uma ajuda à burguesia , pois esconde os mecanismo de dominação que esta exerce sobre o povo.

É por isso que a orientação sexual, a identidade sexual, o tom de pele e a existência ou não de uma deficiência lhes serve para categorizar as pessoas. É pegar em pequenas diferenças (comparadas com a diferença de classe) e explorá-las ao máximo, criando guerras e divisões, gerando preconceitos e pondo em risco a felicidade humana.

É também por isso que é urgente uma sociedade socialista, onde a liberdade, a igualdade e a democracia convivam. Onde a discriminação seja mínima e seja possível abolir as classes sociais assim como todas as categorizações a que estamos expostos num mundo capitalista.

É difícil imaginar esse mundo, mas para lá caminharemos, como diz a música de Jorge Palma – “Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar”.

Sobre o/a autor(a)

Estudante. Atvista do Bloco de Esquerda

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