A avaliação na Finlândia criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
28-Mar-2008
Na Finlândia, apenas as escolas são avaliadas.Os directores das escolas são responsáveis pela avaliação da atmosfera de trabalho e aprendizagem nas escolas, avaliando-se colectivamente o trabalho dos professores no seu contributo para a "performance" da escola. A avaliação, sendo global, não atribui notas individuais aos professores. Por isso, a avaliação não afecta directamente os salários dos professores, dado que estes são pagos de acordo com os seus anos de trabalho.

Artigo de Paula Rauhala - Representante da Left Alliance no Conselho de Educação da Cidade de Helsínquia, Finlândia.  

Na Finlândia, a responsabilidade da avaliação do sistema educativo cabe aos municípios e aos directores de cada escola. Os municípios são responsáveis pela organização da educação básica na Finlândia, pela avaliação interna das escolas, e pela organização da avaliação externa, ao nível da OCDE e dos resultados do PISA. Os resultados da avaliação interna e externa são públicos, excepto os resultados individuais dos alunos.

Os directores das escolas são responsáveis pela avaliação da atmosfera de trabalho e aprendizagem nas escolas, avaliando-se colectivamente o trabalho dos professores no seu contributo para a "performance" da escola. A avaliação, sendo global, não atribui notas individuais aos professores. Por isso, a avaliação não afecta directamente os salários dos professores, dado que estes são pagos de acordo com os seus anos de trabalho. A avaliação serve essencialmente para desenvolver o ambiente de trabalho, de aprendizagem, e de cooperação, na escola. Quando estes factores progridem positivamente a escola pode receber verbas extraordinárias. O que significa que, obviamente, o director da escola, bem como todos os colegas, se interessam pelo desempenho de cada professor.

Os professores têm a responsabilidade e a liberdade para planear as aulas, escolhendo os seus próprios métodos, sempre a partir do projecto educativo da escola e do currículo nacional. A avaliação dos professores é baseada na auto-avaliação e no feedback. Os professores obtêm a informação para desenvolverem a sua auto-avaliação a partir dos alunos, dos seus pares, dos pais, do director da escola, e das inspecções municipais, nacionais e internacionais. A formação contínua é essencial para melhorar o desempenho profissional. A comunicação e a cooperação com os outros professores é igualmente essencial no processo de auto-avaliação.

Nota da autora:

A base do sistema de educação da Finlândia, a escola inclusiva (comprehensive school), foi criada nos anos 60. Foi uma criação da esquerda política, que teve a oposição dos partidos da direita. A Escola inclusiva corresponde à educação básica que dura nove anos (dos 7 aos 16 anos), para todas as crianças que vivem na Finlândia. A Escola inclusiva é totalmente gratuita: materiais diácticos, refeições, professores especiais e de recuperação, e cuidados médicos, tudo gratuito. Na Escola inclusiva não existem mecanismos de selecção. Todos os alunos aprendem em conjunto os mesmos conteúdos, independentemente do seu sucesso escolar. Não existem turmas de nível. Não existem exames de admissão ou outros requisitos, cada criança frequenta a escola mais próxima da sua residência. 99% dos alunos chega ao ensino secundário.

 

 
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Dois anos de Esquerda.Net
Deveria haver um bom motor de busca
[Continuamos a publicar os depoimentos dos leitores]
Visito o Esquerda.net 1 a 2 vezes por semana. Leio sobretudo notícias pouco ou nada cobertas pela imprensa corrente, artigos de opinião de alguns nomes que me interessam mais, às vezes os Sons da terra e podcasts sobre eventos do BE ou entrevistas, dependendo do tema.
A minha proposta é para todos os sites do BE: deveria haver um bom motor de busca (o do próprio software é muito débil e induz em erro) que permita pesquisas simples ou mais avançadas (booleanas, palavras adjacentes, por exemplo). O Copernic é um bom motor, freeware e creio que poderá ser usado como add-on neste software. É preciso testar e ver o resultado. À medida que crescer o fundo de notícias, precisamos cada vez mais de explorar a totalidade, retrospectivamente e, idealmente, independentemente do tipo de ficheiro que as suporte (texto, imagem, som). Seria um bom recurso de formação e difusão.

Paula Sequeiros, BE Porto



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