Começou a ser julgado no
Porto um jovem de 18 anos envolvido no assassinado de Gisberta,
perpetrado há cerca de dois anos, no parque de estacionamento
do prédio inacabado onde a transexual vivia. Em Fevereiro de
2006, Gisberta seria violentamente agredida por um grupo de
adolescentes e atirada para um poço, onde morreria afogada.
Pela sua idade, o jovem que hoje começou a ser julgado é
o único entre o grupo de agressores que vai responder em
tribunal como arguido.
O jovem constituído
arguido, agora com 18 anos, é acusado de ofensa à
integridade física qualificada (três crimes, cada um
punível com três a 12 anos de prisão) e de um
crime de omissão de auxílio, penalizado com prisão
até dois anos ou multa. Os restantes elementos do grupo, na
sua maioria internos na instituição católica
Oficina de S. José, tinham sido julgados no Verão de
2006 no Tribunal de Menores, por co-envolvimento no caso, e
condenados por ofensa à integridade física qualificada,
profanação de cadáver tentada e, em alguns
casos, por omissão de auxílio, com medidas tutelares de
internamento em centro educativo até 13 meses.
Segundo
a acusação, em algumas ocasiões "todos os
elementos do grupo e o arguido lançaram-se sobre o ofendido e,
em conjunto, agrediram-no com paus e a pontapé",
salientando que “Enquanto decorriam as agressões, o jovem
que agora começou a ser julgado gritava para baixarem as
calças ao ofendido porque queria ver se era homem ou mulher".
Gisberta viria a morrer após várias agressões e,
segundo um perito médico-legal, a morte deu-se por
afogamento.
Gisberto Júnior, com 44 anos à
altura da sua morte, era natural de Casa Verde, S. Paulo, Brasil, e
viveu em Portugal durante 25 anos. Depois da degradação
extrema da sua saúde – Gisberta sofria de SIDA e tuberculose
- deixou a sua habitação habitual no Porto, para se
instalar no parque de estacionamento, onde os menores a iam visitar a
agredir.
O assassinato de Gisberta provocou um
forte movimento de solidariedade por parte de associações
de defesa dos direitos dos homossexuais e dos direitos humanos,
tendo-se realizado manifestações em vários
pontos do país.
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Deveria haver um bom motor de busca [Continuamos a publicar os depoimentos dos leitores] Visito o Esquerda.net 1 a
2 vezes por semana. Leio sobretudo notícias pouco ou nada
cobertas pela imprensa corrente, artigos de opinião de alguns
nomes que me interessam mais, às vezes os Sons da terra e
podcasts sobre eventos do BE ou entrevistas, dependendo do tema.
A minha proposta é para todos os
sites do BE: deveria haver um bom motor de busca (o do próprio
software é muito débil e induz em erro) que permita
pesquisas simples ou mais avançadas (booleanas, palavras
adjacentes, por exemplo). O Copernic é um bom motor, freeware
e creio que poderá ser usado como add-on neste
software. É preciso testar e ver o resultado. À medida
que crescer o fundo de notícias, precisamos cada vez mais de
explorar a totalidade, retrospectivamente e, idealmente,
independentemente do tipo de ficheiro que as suporte (texto, imagem,
som). Seria um bom recurso de formação e difusão.