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Colectânea de mentiras sobre o Iraque |
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24-Jan-2008 |
Duas organizações jornalísticas sem fins lucrativos afirmam que o presidente George W. Bush e altas autoridades do governo emitiram 935 declarações falsas sobre a ameaça do Iraque à segurança dos EUA nos dois anos que se seguiram aos ataques terroristas de 11 de Setembro. Este trabalho foi publicado no site do Centro da Integridade Pública e realizado em parceria com o Fundo para a Independência do Jornalismo.
O estudo agora apresentado salienta que os relatórios e falsas declarações "faziam parte de uma campanha organizada que direcionou efetivamente a opinião pública e, no processo, empurrou o país para uma guerra com decididas falsas pretensões". As 935 declarações falsas reunidas foram recolhidas em discursos, relatórios ou entrevistas e divulgadas durante dois anos, tendo sido compiladas num banco de dados iniciado em 11 de setembro de 2001.
A análise das declarações revelou que Bush e outros membros do governo norte-americano mentiram deliberadamente sobre as suspeitas de que o Iraque produzia ou detinha armas de destruição massiva, sendo agora "incontestável que o Iraque não possui nenhuma arma de destruição em massa", afirmou um dos responsáveis do Fundo para a Independência do Jornalismo, antes de concluir que "o governo Bush levou a nação à guerra baseado em informações equivocadas propagadas metodicamente e que culminaram numa operação militar contra o Iraque em Março de 2003".
Além de George Bush, estão incluídas na lista de personalidades que têm prestado sistematicamente falsas declarações o vice-presidente Dick Cheney, Condoleezza Rice (secretária de Estado), Donald Rumsfeld (ex-secretário de Defesa), Colin Powell (ex-secretário de Estado) ou Paul Wolfowitz (ex-vice-secretário de Defesa). Os autores do estudo consideram que "O efeito cumulativo das mentiras foi massiva", lembrando que, desde a invasão do país, em 2003, foram mortas mais de 150 mil pessoas.
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