EUA e China antecipam fracasso em Copenhaga criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
16-Nov-2009
Obama e Jintao - muitos sorrisos e más notícias para CopenhagaOs Estados Unidos e a China, os maiores contaminadores do mundo, apoiados por alguns dos principais países emergentes do mundo, comunicaram este domingo em Singapura ao governo da Dinamarca que não será possível conseguir um acordo vinculativo em Copenhaga que permita a redução de emissões de dióxido de carbono.

Em vez de qualquer acordo vinculativo, haverá um acordo “em duas etapas” que, na prática, significa fazer em Copenhaga uma mera declaração de intenções e adiar qualquer compromisso para um momento posterior, eventualmente uma outra conferência no próximo ano no México.

 

"Houve uma coincidência de pontos de vista entre os líderes de que não é realisata esperar um grande acordo internacional vinculativo em Copenhaga que começa em 22 dias", declarou Michael Froman, viceconselheiro nacional de Segurança da Casa Branca, no fim de uma reunião extraordinária dos países que participam na assembleia da Associação Ásia-Pacífico com o primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Loekke Rasmussen.

O presidente norte-americano, Barack Obama, e o presidente chinês, Hu Jintao, com outros países que são protagonistas destacados neste debate, como a Indonésia, o Japão, a Rússia ou o México, Rasmussen foi este domingo de surpresa a Singapura em busca de uma solução desesperada para salvar a cimeira de Copenhaga. Mas não conseguiu nenhum compromisso de que os países mais contaminadores reduzam as suas emissões de CO2, um dos objectivos iniciais da conferência patrocinada pelas Nações Unidas.

Obama não quer assinar nenhum acordo que, como o de Kioto, subscrito por Clinton, não seja depois apoiado pelo Congresso. A China, por seu lado, não está disposta a fazer nenhum gesto nesse campo que não seja acompanhado por Washington. O mesmo acontece com o terceiro maior emissor de CO2, a Indonésia. O Japão anunciou a vontade de reduzir as emissões de gases, mas diz que também não avança sem a China e os EUA. E se a estes somarmos a Índia e o Brasil, que também não assinarão sozinhos o acordo, então é certo que tudo ficará na mesma.

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