As
atenções do Salão
Automóvel de Tóquio que
findou esta semana estavam concentradas nas soluções tecnológicas
e nos veículos amigos do ambiente, decorrendo este certame sob o
lema "Fun driving for us, Eco driving
for Earth".
Artigo
de Rui Curado Silva,
investigador no Departamento de Física da Universidade de Coimbra.
Pela
primeira vez num salão deste tipo, os veículos mais ecológicos
foram a verdadeira atracção, merecendo apresentações realizadas
pelos próprios administradores das marcas, honrarias antes
dispensadas aos grandes bólides, caros e equipados de motores de
grande cilindrada.
Embora
sabendo que muitas marcas estão mais interessadas em apresentar
protótipos ecológicos para passar uma boa imagem da empresa do que
propriamente uma genuína preocupação com o ambiente, a Toyota, a
Nissan, a Honda e a Mitsubishi apresentaram uma nova geração de
veículos a ser comercializada já a curto prazo. A Nissan anunciou
pretender colocar no mercado ainda em 2010, o Nissan
Leaf, um veículo 100%
eléctrico, a baixo custo, constituído por materiais recicláveis e
com uma autonomia média de 160 km. Também a Mitsubishi espera
colocar à venda em 2010 o Mitsubishi
Innovative Electric Vehicle,
um carro com um motor eléctrico com características semelhantes ao
do Nissan. A Honda tem apostado mais no desenvolvimento de veículos
movidos a células de hidrogénio. Baseada nesse conceito, tem estado
a comercializar o FCX
Clarity desde 2008, no
entanto até hoje apenas foram produzidos cerca de 200 modelos. A
Toyota pretende comercializar o seu primeiro veículo eléctrico em
2012, o FT-EV
II, com uma autonomia de
cerca de 90 quilómetros. No entanto a Toyota continua a liderar no
sector dos veículos híbridos, tendo o seu presidente declarado que
estes veículos serão a melhor opção nos próximos anos.
Apesar
de a organização um salão automóvel ter assumido pela primeira
vez uma filosofia vincadamente ecológica ficou também patente que
durante esta década o desenvolvimento de novos motores eléctricos
foi muito lento e parco em novas soluções, visto que alguns destes
projectos são antigos e só a crise económica e ecológica forçaram
agora a sua materialização. No entanto, continuam questões muito
importantes por resolver e que este salão não deu resposta, como: a
dependência dos veículos eléctricos da produção de electricidade
através de combustíveis fósseis e a harmonização do
desenvolvimento de sistemas recarregamento compatíveis entre
diferentes construtores, que permita a existência de um verdadeiro
mercado de usados de veículos eléctricos.
Rui Curado Silva
» 2 Comentários
2"Não à subsidiação fiscal" em 14 de November de 2009 11:07por Grunho
Pois eu diria mais: viesse já o ISP único - igual para o gasóleo e para a gasolina, subindo um e descendo a outra - que isso sim, já era um bom começo ecológico. Até quando é que vai durar a infâmia da subsidiação fiscal do gasóleo pela gasolina? E por que razão os próprios partidos de esquerda são coniventes com ela?
1"Energia solar" em 11 de November de 2009 15:05por Cláudia Borralho
Viessem antes carros movidos a energia solar que, isso sim, seria mais ecológico. Contudo, o sol ainda não foi privatizado e obviamente a indústria quer-nos dependentes das energias fósseis que são por eles controladas.
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da enorme corporação Monsanto, aquela que "ganhou" o
prémio da falta de ética, lembram-se? E a BASF também está
envolvida com a sua batata transgénica.
Para ser sincera, até me
custa a acreditar nesta barbaridade - impor OGM's a uma Europa que
não os quer? Haja sanidade mental!
Queremos uma Europa livre
de OGM's! E o mundo também!
Publicada por Manuela Araújo em Sustentabilidade é Acção
Amélia Muge n'Os Cantos da Casa 76 Amélia Muge: Cantiga (2009).
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