O Bloco de Esquerda defendeu esta
terça-feira um modelo de avaliação de professores integrado, sem
quotas, e realizado quando da mudança de escalão do docente, e onde
também é feita uma apreciação de cada estabelecimento de ensino,
valorizando o desempenho das melhores escolas e dos melhores
professores e prevenindo e corrigindo os problemas.
Na exposição de motivos do projecto
de lei apresentado, o Bloco de Esquerda define assim as
características estruturantes da sua proposta são:
. um modelo integrado que parte de
objectivos definidos pelos diferentes órgãos de coordenação
científica e pedagógica
. um modelo integrado que avalia o
desempenho docente no quadro da avaliação das escolas
. um modelo que articula a avaliação
interna com a avaliação externa, que valoriza a auto-avaliação
das escolas e dos professores e a concilia com instrumentos que
garantem a independência do processo;
. um modelo que valoriza o desempenho
das melhores escolas e dos melhores professores e que previne e
corrige os problemas.
Para a deputada Ana Drago, o modelo que
o governo de José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues tentou impor
na legislatura anterior perdeu toda a credibilidade. "É necessário
suspendê-lo e apresentar um novo", defendeu, apelando a que todas
as forças políticas apresentem novas propostas.
Ana Drago defendeu um modelo não
centrado apenas no desempenho individual e onde os resultados dos
alunos não contam, porque cada escola está integrada num contexto
diferenciado: "É totalmente diferente a situação de um
professor que dá aulas numa pequena aldeia do interior da Guarda ou
de Bragança ou numa escola do centro de Lisboa", apontou.
No modelo proposto pelos bloquistas,
"os objectivos são definidos por cada escola e não há quotas de
professores, porque não há quotas para o mérito", explicou.
O Bloco defende que deve existir uma
"componente de avaliação global das escolas", levada a cabo
pelo próprio estabelecimento de ensino, que define objectivos
(através dos conselhos pedagógicos, grupos disciplinares e
departamentos escolares) no início de cada lectivo e no final desse
ano deve realizar um processo de auto-avaliação, que será aferido
por uma "equipa de intervenção externa".
Já a avaliação dos docentes deve ser
feita por uma comissão quando houver mudança de escalão, e
seguindo os objectivos definidos por toda a escola.
Leia aqui o projecto de lei do Bloco de
Esquerda.
» 6 Comentários
6"nenhum" em 07 de November de 2009 00:21
Alguém pode explicar-me porque um professor com 50 anos tem que ganhar mais que um com 25? Não é trabalho igual, salário igual? Obrigado!
5"SIADAP tb tem cotas" em 06 de November de 2009 16:53
Concordo com o Miguel, na administração pública tb há cotas (SIADAP) e até são bem menores que a dos professores, em coerência deveria o Bloco tb ocupar-se da administração pública que até afecta mais portugueses. O José Miguel e eu próprio tb já provamos desse remédio neo-liberal que pretende meter a competência dentro das cotas do orçamento. É tempo de fazermos "lobby" dentro do Bloco para que não vá apenas atrás da agenda mediática dos prof's, esquecendo a administração pública.
4"Técnico superior" em 05 de November de 2009 11:12
\\\"os objectivos são definidos por cada escola e não há quotas de professores, porque não há quotas para o mérito\\\". Retive esta afirmação com a qual estou inteiramente de acordo. Trabalho na Administração, como técnico, (vulgo \\\'funcionário público\\\') e já senti na pele o garrote das quotas. É um sistema, mais do que injusto, iníquo! Corta a direito por critérios estatístico-monetários. É preciso voltar a colocar este assunto na Agenda. Vamos a isso, Bloco. José Morais
3Comentários em 05 de November de 2009 00:59
É bom que se dê divulgação a isto, porque gente há, que faz passar a ideia de que o BE, é contra a avaliação pura e simples. Esta proposta é perfeitamente exequível, serve os interesses dos alunos e dos professores e do próprio estado em si, pode é não servir outros interesses escuros e perversos que o PS tanto aprecia para satisfazer alguma clientela! A vêr vamos!
2"pena" em 04 de November de 2009 13:07
Bom dia, como administrativo da função publica, só lamento que Ana Drago não tenha um discurso identico em relação às quotas por mérito para toda a administração publica. É que elas vigoram para a generalidade dos funcionarios. Só os professores é que se sentem injustiçados? ou Ana Drago apenas defende as elites da administração?
1Comentários em 04 de November de 2009 10:10
Como professor aposentado, estou de acordo com o modelo : um modelo de avaliação de professores integrado, sem quotas, e realizado quando da mudança de escalão do docente, e onde também é feita uma apreciação de cada estabelecimento de ensino, valorizando o desempenho das melhores escolas e dos melhores professores e prevenindo e corrigindo os problemas. Fernando Antunes
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