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O
aumento de votos e mandatos foi pequeno, contrastando com os recentes
resultados de europeias e legislativas. O Bloco sempre disse que
não se podem comparar eleições, mas ainda assim esperou-se mais.
Lisboa
Luís
Fazenda enfrentou em Lisboa o quadro político mais adverso que algum
candidato bloquista teve pela frente até agora.
O
Bloco acabava de sair da sua primeira e única experiência de
vereação na capital, vivida com o independente José Sá Fernandes
e fracassada como projecto autónomo a partir do abandono do programa
pelo vereador eleito. Ao longo dos meses que antecederam as eleições,
a dinâmica do "mal menor" foi ganhando espaço à esquerda,
sobrepondo-se às diferenças de programa e à avaliação concreta
do executivo de António Costa. Foi assim que Helena Roseta integrou
a candidatura do PS.
O
Bloco fez outra opção. Assumiu a responsabilidade de uma oposição
construtiva, disponível para participar em políticas novas mas sem
acordos cegos com um executivo cujo percurso, até hoje, é uma
revisão sempre em baixa de compromissos eleitorais. Fez uma campanha
forte, profunda e militante, pensada na continuidade do programa
"Lisboa é Gente" - a defesa da zona ribeirinha contra os
contentores, a recusa da mercadorização do espaço público, a
defesa da habitação social e do privilégio à reabilitação sobre
a nova construção, etc.
Fizemos
em Lisboa o que tínhamos a fazer: o Bloco restabeleceu a coerência
entre o seu programa e a sua presença política e avançou para
pesar em medidas de esquerda na autarquia. Assim nascemos: como
recusa da bipolarização, do "voto útil" e da alternância sem
verdadeira alternativa. Do lado dos cidadãos, esta campanha foi leal
a esse projecto e assim será a sua futura bancada municipal. Podemos
ganhar ou perder e estamos preparados para a coerência na luta
política. Assim foi em Lisboa: o Bloco ficou a 1% da eleição de um
vereador e o "voto útil" deu à luz uma maioria absoluta.
Populismo
Vencedores
ou derrotados, independentes ou em listas partidárias, muitos
autarcas a braços com a justiça ou já cadastrados - alguns deles
verdadeiros ícones do triângulo autarquias-construção-futebol -
continuam a alcançar enormes votações. Esta versão portuguesa do
"rouba mas faz" constitui um sinal muito expressivo da crise da
política, do descrédito da representação e do peso eleitoral das
redes de influência local, da distribuição de fundos municipais,
da empregabilidade autárquica (muitas câmaras são os maiores
patrões dos respectivos concelhos) e de todo o tipo de promoção
simbólica local.
Muitos
destes candidatos terão reforma, por virtude da lei de limitação
de mandatos, daqui a quatro anos. Mas a cultura que os viabiliza só
pode ser combatida pelo Bloco de Esquerda com mandatos autárquicos
abertos e militantes, que passam pelas assembleias autárquicas mas
que se concentram na devolução da política aos cidadãos, com
iniciativas abertas e de divulgação, saindo das actas para as
comunidades. Sem isso, continuarão dificuldades como as vividas por
muitas candidaturas bloquistas com "obra feita" nos últimos
quatro anos em mandatos combativos mas fechados em assembleias
municipais e de freguesia.
Implantação
Não
vale a pena procurar a fórmula mágica que transformará o Bloco
numa potência autárquica. As escolhas eleitorais para o poder local
são feitas (ainda e cada vez mais) a partir de relações de
confiança e reconhecimento pouco politizadas. Por exemplo, é sabido
que, depois de autárquicas, grande parte dos votantes do PCP migra
para outras preferências eleitorais. Em concelhos como Gaia, o
vencedor absoluto das legislativas no concelho é varrido pelo
candidato social-democrata. Abundam os exemplos de diferenças com as
legislativas muito mais impressionantes que as registadas pelo Bloco.
A
modéstia com que assumimos os resultados destas eleições não é
falsa: somos um partido que dá primeiros passos perante um campo
autárquico profundamente estruturado e estabilizado, onde os
impactos da disputa nacional não repercutem directamente.
O
Bloco tem muito para crescer em número e capacidade de envolvimento
político e social. Afirmado nacionalmente a partir da
convergência de algumas centenas e depois milhares de militantes
anti-capitalistas, partidários ou não, jovens ou mais experientes,
o Bloco tornou-se um terceiro campo na esquerda para disputar a
hegemonia popular do PS. A presença territorial do Bloco, que se
alargou muito significativamente nos últimos anos - como atesta o
número de candidatas e candidatos apresentados nestas autárquicas -
torna o partido numa realidade sem comparação com aqueles primeiros
anos. Porém, o que ficou à vista nestas autárquicas é que o Bloco
está ainda longe de ser em cada concelho o que já é a nível
nacional, uma alternativa e um programa, uma comunidade política e
um diálogo social capazes de começar a romper as referências
tradicionais e a submissão à alternância.
Nas
autarquias, o Bloco só terá espaço e sentido como intransigência
com os pequenos e grandes poderes municipais, ruptura com os
compromissos despolitizados e com uma "política de proximidade"
que pode ser afinal uma miniatura do pior que há no regime político
da alternância.
O
Bloco não fará esse caminho sozinho, mas deve fazê-lo sabendo que
as autárquicas serão por muito tempo uma aferição do enraizamento
social desta esquerda. Os próximos quatro anos, dentro de cada
autarquia mas sobretudo fora delas - na vida comunitária, nos
movimentos sociais -, são o tempo de transformar a enorme força
revelada pelas legislativas num tecido político mais resistente,
mais envolvente e mais amplo. É esse o mandato recebido por todos os
bloquistas nestas autárquicas.
Jorge Costa
» 35 Comentários
35"Rouba mas Faz (2)" em 21 de October de 2009 18:25
Porque pode um condenado a perda de mandato, recandidatar-se? Porque pode um presidente nunca responder a perguntas da assembleia? porque foi retirada da lei a perda de mandato a um presidente que reiteradamente não presta informação? porque pode uma junta funcionar sem nunca ter as suas contas aprovadas? porque pode um orçamento ser aprovado apenas pelos presidentes de junta que não foram eleitos para a AM? porque a lei está feita precisamente para isso, dar o poder absoluto ao eleito.
34"Rouba mas Faz (1)" em 21 de October de 2009 18:24
A derrota do Fazenda vem por a nú a fragilidade do BE. O resultado não se explica, nem pela qualidade do candidato, nem pelos meios à disposição, nem pela adversidade da tarefa. Que sabe o Jorge Costa das adversidades das restantes candidaturas? ou Portugal é só Lisboa? Que fez o Fazenda durante os últimos 4 anos? dedicou-se a aplicar as receitas do Jorge Costa? não, andou a tratar de outras lutas, como todos nós.
33"e é com o orge Costa?" em 21 de October de 2009 16:45
Jorge Costa pergunta bem, mas não responde à sua pergunta. Quanto tempo vai ele dedicar à sua autarquia? menos ou mais do que o que dedica à política nacional? o trabalho autárquico é mais consumidor de tempo e os resultados são menos visíveis. Todos concordam que esta frente é diferente das restantes, a diferença não está na militância mas na natureza da lei autárquica que promove o caciquismo e a bipolarização em torno do do todo poderoso presidente. O BE não conta nesta 'guerra' de caciques.
32"Não estamos à altura (3)" em 21 de October de 2009 15:05
Não estamos à altura (3) A estas dificuldades acresce a própria natureza do poder autárquico tal como está desenhado e aí concordo com o Vitor Hugo quando diz que é necessário alterar a lei. A lei é anacrónica e promove o caciquismo, não dá instrumentos eficazes de fiscalização, logo a utilidade que o BE poderia ter está impossibilitada de se materializar. O modelo autárquico deveria aproximar-se do modelo da governação do país, ser mais parlamentar, tal como é em Espanha, reforçando o poder f
31"Não estamos à altura (2)" em 21 de October de 2009 15:04
Não estamos à altura (2) A frágil organização local é mobilizada por campanhas nacionais sucessivas, mal dá resposta a estas, quanto mais às exigentes e consumidoras preparações das assembleias locais. Sim porque é necessário preparar-se para responder aos orçamentos, aos relatórios de contas, às propostas por vezes muito técnicas onde o nosso desconhecimento é nulo ou deficiente, faltando formação e apoio técnico-jurídico atempado.
30"não estamos à altura (1)" em 21 de October de 2009 15:03
o trabalho autárquico é descentralizado, e necessita de grande investimento organizativo e de meios humanos, ora o bloco tem um crescimento em votação(eleitores) que não é acompanhado em organização, em militância. Não é por isso possível projectar os resultados nacionais realizados por pequenas equipas com muita visibilidade na cs nos resultados autárquicos. O BE tem desprezado a intervenção autárquica aparecendo apenas quando não pode deixar de o fazer.
29"poder local" em 18 de October de 2009 22:37
o 11 de outubro foi um atestado á forma como o bloco se preparou para as eleições autarquicas,certamente nunca podia ter vitorias se alguns dirigentes conselhios estivera-se nas tintas para as campanhas locais ao ponto de contestarem a nossa participação nas freguesia e algumas delas com 42000 eleitores .que pensamento de esquerda é esta que ignora as politicas do poder local?sabendo que é a radiografia dos problemas sociais e economicos deste país!!!
28Comentários em 17 de October de 2009 19:53
Não haverá tambem um outro pormenor a salientar, seja, o q ue nasceu essencialmente como movimento . cresceu muito, e deriva cada vez mais para um partido, com as vantagens mas inconvenientes destes. Facil será exemplificar. Antonio não tem culpa nenhuma, mas concordo muito com o que diz.
27"falta a melhor direcção" em 17 de October de 2009 11:12
A concelhia, a distrital, a regional, a comissão nacional autárquica mesa n...a direcção politica não integra os melhores, não existe confiança, quando se verifica deslealdade entre funcionários, assessores parlamentares e velhos quadros estimados pelo povo e não reconhecidos no Bloco em suma o sectarismo politico que em Outubro secou tudo, já sabemos que o voto útil ou a bipolarização é a desculpa de maus pagadores ou mais do mesmo, camaradas e amigos, grave é a quebra de confiança neste nosso
26"Os erros pagam-se" em 17 de October de 2009 11:09
Ó camarada Jorge Costa, é assim tão difícil fazer uma crítica séria? Recordar, por exemplo, o acordo BE-PS na CML por via do Sá Fernandes? Eu sou daquelas pessoas que não votou BE desta vez. Os erros pagam-se.
25"Sempre a juntar forças" em 16 de October de 2009 15:29
É esta política do BE que o torna no único partido capaz de construir uma esquerda de confiança.Houve falhas? Pois houve, mas não é por isso que devemos desmoralizar. Compete-nos trabalhar cada vez mais, ir à procura se soluções, perceber como chegar às pessoas. As eleições autárquicas são diferentes das legislativas, pois são, e nós, como partido ainda em afirmação, não conseguimos chegar a todo o lado! É natural. Havemos de chegar lá.
24"Falta de estratégia" em 16 de October de 2009 14:53
O Bloco pode e deve ser uma força autárquica alternativa e sadia a esta bipolarização. A nível local, pode implantar-se desde que tenha recursos humanos que conheçam a comunidade e vice-versa, espírito de inovação, criatividade e bom senso. Parece-me ter havido uma forte aposta nos grandes centros, descurando outras comunidades que poderiam ter sido um enorme potencial, ficando sem alternativa por falta de estratégia das candidaturas apresentadas.
23"Criar raízes locais" em 16 de October de 2009 10:31
O 1º grande problema é que não possuimos ainda quadros locais de grande qualidade.O que se pode disfarçar a nível macro parece tornar-se mais claro no contexto micro. O 2 grande problema é a falta de trabalho nas equipas locais ao longo do período de 4 anos.O 3º grande problema é a falta de enraizamento social a que se refere o Jorge Costa.Não basta montar a tenda, apregoar o peixe, depois desmontá-la e regressar apenas na próxima feira de ano.E a \\\"fidelização do cliente\\\"?Perdoe-se
22"conde sem titulo" em 16 de October de 2009 10:30
Autarquias nunca serão por grande representação do BE. Simples de ver. O povo não gosta de esquerdistas em Bloco para estes lugares representativo dos caciques duma meia hierarquia entre o poder como vocês sabem CORRUPTO. Têm de fazer mais festas de porco no espeto de borla .Estão a ver o povo todo lá para comer e beber de borla, a rir, mostrando os seus edêntulos espaços duma dentição própria dum cazaquistão ou algo similar.Chamar-vos pelo nome deixando o titulo nas ortigas.Assim vão lá.
21"Eleições Autárquicas" em 16 de October de 2009 10:30
Camaradas pertenço à nossa Delegação de V.N. de Gaia e pertenci à lista de candidatos à J.F. de Canelas neste Concelho.O que se me apraz dizer sobre os nossos resultados,é que temos que tirar as devidas ilações relativamente à nossa estratégia adoptada reconhecendo que temos um longo caminho a percorrer e por isso devemos prepararmo-nos para os desafios que vêem aí mas que tenho a certeza que seremos capazes e que o próximo acto eleitoral se encarregará de demonstrar que aprendemos bem a lição.
20"Autáquicas" em 16 de October de 2009 10:29
Eu concordo com o Jorge Costa, digo-vos já que aqui em Braga nem se deu pela campanha do Bloco, muitos colegas meus nem sabiam o nome do candidato á camara pelo bloco. Num tipo de eleições em que se vota mais num cádidato á camara do que num partido, acho que aqui em Braga o bloco deixou muito a desejar INFELIZMENTE. Vamos ter que levar com o DINAUSSAURO do Mesquita Machado mais 4 anos, ele que já lá está a 33 anos. Está na hora do BLOCO se lembrar mais de Braga
19"o futuro" em 15 de October de 2009 20:03
Parabéns ao Jorge Costa, a escassos votos de ser eleito, pela sua análise das autárquicas, parabéns a todos nós. O BE é 1 partido novo que deu os 1º passos na dificil área das autarquias, de poderes instalados e subjectivos, p/ mim a solução passa pela força da representação na AR no sentido de alterar as leis que regem o poder local (eleições, finanças, etc.), pois sem tal é dificil a luta e também pela politica de aproximidade e informação ao municipe. 1 autarca eleito
18"Militância" em 15 de October de 2009 18:49
Também algumas estruturas locais do Bloco conseguiram realizar bom trabalho ao longo destes 4 anos sem eleições. Mas na grande maioria, houve notoriamente muito pouco empenho militante, e isso, camaradas, paga-se e bem , como se viu nestas eleições. Tanto o caso de Lisboa ( uma questão de decência e coerência e de respeito pelos nossos eleitores) e do Porto são muito diferentes. Aproveito para enviar as minhas saudações fraternas ao J T Lopes e ao L Fazenda
17"Militância" em 15 de October de 2009 18:48
86Em que é que a estratégia poderia ser diferente? Nada é isento de erros e será necessária uma ponderação calma e atenta ( não a quente) do que se passou. Nas eleições legislativas e europias o BE foi muito impulsionado pelo excelente trabalho e óptima imagem que a nossa representação parlamentar tem conseguido junto de largas camadas da população, além do excelente e impressionante trabalho pessoal do Francisco Louçã e do Miguel Portas.
16"Continuando" em 15 de October de 2009 18:14
Os deputados têm um papel a desempenhar. Mas existe muito trabalho. Por ex. em Sto. Tirso foi a 3 força o BE., para a A.R.......mas nem sequer concorreu a C.M. ou Juntas! Vamos a isto, de ideias abertas chamando quem pensa diferente para se juntar a um projecto de futuro.Só teremos que exigir ética politica e social a estas pessoas.
15"autarquicas" em 15 de October de 2009 18:14
Muito breve e necessáriamente sintético, nesta análise. Aqui, no Distrito do Porto,foi de facto uma derrota alarmante, e ela tem resposta,aqui vai duas a três. Candidatos a Juntas de Freguesia, tipo;deixa lá,é só para concorrer!Acontece que alguns, pela imagem que têm nas freguesias, não são nada mas mesmo nada recomendáveis. Depois, o BE aparece de 4 em 4 anos. Nunca mas mesmo nunca promove com carácter regular e por freguesias o contacto com as populações, E aqui os deputados na AR têm um p
14"Autarquicas" em 15 de October de 2009 18:13
Não vou entrar em grandes tiradas políticas sou mais terra a terra e baseado na lógica das coisas,é preciso dar tempo ao tempo,o povo está a aprender, e vê-se,já o outro dizia deixa-os pousar,lentamente o Bloco vai conseguindo o seu espaço e digo-o com certeza outra vez da lógica o futuro é politicamente risonho à que acreditar e lutar ,lutar sempre,isso é meio caminho andado em direcção ao reconhecimento total.
13"REflexão" em 15 de October de 2009 16:56
Continuando, o controleirismo... O problema principal nas autarquias é o das dependências. Mulheres, filhos , genros, noras, netos e netas empregadas do público municipal.... Mas há um caminho. Já o apresentei ao Francisco mas ele não o compreendeu. Passa por votações secretas em todos os órgãos autárquicos e em todas as decisões. Aí todos poderão ser autenticos e deixar de ser a carneirada a decidir!
12"Reflexão" em 15 de October de 2009 16:55
Não estou nada virado para este tipo de análise. Se ganha o Benfica ou Sporting e por quantos. Sou aderente do BE e disponibilizei-me para uma candidatura mas se houver outra gente, mesmo de outras formações a fazer o que considero correcto, tanto melhor, poderei eu dedicar-me a outros itens. No meu município não foi possível apresentar candidatura porque a estrutura distrital do BE(Aveiro) queria controlar a organização sem nunca aqui ter feito nada e tanto que tem havido para fazer!!
11"E se Incluirmos a Sociada" em 15 de October de 2009 16:55
Jorge Costa "general" de aparelho bole um pouco na ferida, na causa de grande derrota. Eu esperava que para as listas das autárquicas, se convidassem, incluissem interventores sociais, gente altruista, do voluntariado.gente que socialmente vale mais que o bloco, pois certamente as listas sairiam enriquecidas. Mas o que eu vi, foi um aparelho ávido de poder, controleiro que com o partido a crescer, blindou a entrada de independentes. A luta pelo protagonismo, pelo poder esteve bem patente!
10"Autarquicas" em 15 de October de 2009 16:54
Boa Tarde a todos! Chamo-me Luis Lopes e sou aderente do Bloco da Póvoa de Varzim/Vila de Conde. Estive presente nas mesas de voto da Póvoa de Varzim, e os problemas do Bloco nas autarquicas, passam pelos eleitores, ou seja, as mesas de voto com mais afluência (na ordem do 60%) são as que têm uma faixa etária muito elevada, o que leva a que este tipo de eleitorado não tenha consciencia politica, nem conheciam os programas, nem sabem que o CDS é a favor da privatizaçao das aguas e Scuts.
9Comentários em 15 de October de 2009 16:52
Saiu caro o apoio ao Zé há 4 anos, depois de se oferecer ao PS antes de ser eleito. Se nessa altura tivéssemos saltado fora, em vez de chorar se calhar teríamos 1 vereador. Que nos sirva de lição, não alimentar equívocos. Os nossos resultados foram a expressão do investimento feito, muito em Lx, uma causa perdida, pouco nas restantes autarquias, especialmente na cintura de Lx a onde as hipóteses de eleger vereadores eram maiores. Assim ficámos sem nada, na ilusão que iríamos manter Lx.
8Comentários em 15 de October de 2009 14:32
Concordo quase integralmente com a análise do Jorge Costa. Como aderente do Bloco e participante activo da campanha do Luis Fazenda em Lisboa, entendo que a minha opinião poderá ser útil: 1º) também julgo fundamental a ligação do Bloco à vida social (ex: associações, escolas secundárias/sup.)
7"A base de apoio" em 15 de October de 2009 13:42
Camaradas As eleições para orgãos nacionais, vivem na sua grande plenitude, do factor mediático das televisões e dos dirigentes nacionais e aí as pessoas votam para a AR e dão o voto às propostas do Bloco. As eleições Autárquicas vivem dos elementos que desenvolvem o seu trabalho no seio da sociedade, colectividades, intervenção em casos em que a população se movimenta para revindicar direitos, etc. E camaradas é esta parte que nos falta. è esta gente que devermos ganhar para que votem sempre
6"Assumir realidades" em 15 de October de 2009 13:42
Sei que fui eleito para a Assembleia Municipal por alguns eleitores que votaram PS para a Câmara Municipal mas que me conhecem pessoalmente e sabem que a defesa da coerência e da frontalidade do Bloco nunca serão subvertidas. Esta realidade tem de nos fazer reflectir sobre o tipo de trabalho político que terá de ser feito a nível local, com militancia constante e coerente que leve os nossos aderentes e simpatizantes a serem publicamente reconhecidos por intervenções concretas e visíveis.
5Comentários em 15 de October de 2009 13:41
Li com interesse o texto. No meu concelho, Palmela, o BE manteve o deputado municipal. Quanto ao resto, terá perdido por falta de comparência, isto é, em 4 anos o BE não foi visto localmente. Com os votos obtidos nas legislativa, melhor, mesmo nas autárquicas, penso que seria possível que na sua maior concentração urbana, Pinhal Novo, o BE pode-se intervir regularmente. Não o fez, Será desta que começa a fazer? A ver vamos
4""o Bloco tornou-se..." em 15 de October de 2009 11:28
... um terceiro campo na esquerda para disputar a hegemonia popular do PS." Trocado por miúdos, o MRPP continua na disputa do pódio!
3"... e nãosó" em 15 de October de 2009 11:27
... além de que foi insuficientemente explicada (justificada?) a candidatura própria do BE, perante a ameaça populista de direita aos interesses dos cidadãos e da capital do país: Que valores diferentes, que concretas alternativas programáticas e de mudanças na cidade justificaram o risco? As consequências de ir com o PS eram iguais ou piores do que a vitória da coligação do PSD? Se era assim, não ficou claro. De qualquer modo, o BE mereceu perder, e ficará a ganhar com o balanço corrector.
2"Coerência visível e nãosó" em 15 de October de 2009 11:26
Descontando aspectos conjunturais ou de carisma pessoal, eleições autárquicas revelam, nomeadamente, a capacidade de intervenção regular, coerente e visível na vida local (de habitação e de trabalho). O que o BE parece não tem tido, nem em Lisboa. Por isso, os resultados parecem-me reveladores da necessidade de reforço (com critérios de prioridade) da intervenção local, canalizando para aí recursos humanos, técnicos e financeiros muito superiores...
1"Erros na estratégia ....." em 14 de October de 2009 22:59
A analise peca, porque em bairros , e noutros locais onde o Bloco já elegia há anos, onde tinha autarcas reconhecidos, mesmo assim não só baixou ,como alguns desses autarcas não foram reeleitos. Sem sairmos de Lisboa cito os casos de Carnide, Merçês, Sta. Catarina Pena, a baixa de 5 para 3 representantes na Assembleia Municipal, e a perca de representantes em Assembleias Municipais, e em Juntas , em varios concelhos do distrito de Lisboa. Houve erros na estratégia autarquica.
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