Numa entrevista à última edição da revista do grupo religioso IURD, a Plenitude, Jerónimo de Sousa volta a atacar o Bloco de Esquerda. Repetindo os termos usados no Congresso de 2008, o secretário-geral do PCP considera o Bloco tem “uma falta de definição ideológica” e que é uma “nebulosa”.
"Consideramos que o capitalismo e o socialismo têm um confronto profundo e existe uma nebulosa que precisa de ser clarificada”, diz o secretário-geral do PCP à revista da IURD. Estas considerações são repetidas de outros ataques que o PCP tem feito ao Bloco.
Mas a novidade está noutra frase de Jerónimo de Sousa, que acrescenta de seguida: “O não dito e o não escrito é o que prevalece no projecto do BE”. Assim sendo, o secretário-geral considera que o que o Bloco não diz, mas que ele considera que devia dizer, seria o que definiria o movimento.
A aplicação deste critério – um partido é definido pelo que o secretário-geral do PCP considera que esse partido devia dizer ou escrever – surge como uma novidade na política portuguesa, revelada nas páginas da revista da Igreja Universal do Reino de Deus.
» 12 Comentários
12"Deus sabe" em 29 de April de 2009 19:29por Lucas
Deus Abençoe estas pessoas...
Tenho pena assim como Jesus.
11"Névoa e PCP" em 17 de April de 2009 11:13por zé de braga
A posição do PCP desculpabilizando a atitude do Domingos Névoa é no mínimo confrangedora. Mas vem provar que na gestão autárquica todos têm rabos de palha!
10"Silêncios de Jerónimo" em 17 de April de 2009 11:13por Luísa Marques
E porque não aplicar o critério de Jerónimo ao próprio PCP? O que significa o silêncio do Partido sobre os negócios da sua Câmara de Alcochete (antes de 2001) com a Smith & Pedro a propósito dos terrenos da Firestone? Como explicar o seu silêncio ensurdecedor hoje mesmo na guerra entre laboratórios e a Ass. Nac. Farmácias? Acha mesmo que há silêncios que definem um partido? Pois...
9"Mª do Carmo..." em 16 de April de 2009 22:47por Maria
.. o tal encarte do Público é mau porque o pastor Edir Macedo escreve lá crónicas? Além deste cronista há mais algum outro que justifique o isolamento desta ou doutra publicação? Ou o “risco” de contágio está apenas nesta? É que de tão desabituada que estou a índexes e escritores malditos confesso-me à deriva nesta vaga proibicionista de quem procura o aconchego de novas inquisições e o pastoreio de pós-modernos inquisidores. Nunca me passaria pela cabeça defender proibições, tabus, banimentos.
8Comentários em 16 de April de 2009 14:15por Vasco Miranda
Até hoje, nunca ouvi o PCP criticar o Bloco por este ter tomado a posição política A ou B. É sempre por causa de \\\"nebulosas\\\& quot; que o PC inventa. Por falar em \\\"nebulosa\\\&q uot;, alguém se lembra das palavras do Jerónimo sobre o Domingos Névoa? \\\"Ninguém deve ficar marcado para toda a vida por ter cometido um crime\\\", foi o que ele disse às tv\\\'s, meio engasgado, reagindo à nomeação do corruptor para uma empresa intermunicipal.
7"Vale tudo" em 16 de April de 2009 14:09por Maria do Carmo Raposo
Eu creio que o secretário-geral do PCP tem todo o direito de ser entrevistado no mesmo jornal onde o pastor Edir Macedo escreve a sua crónica. Afinal, estamos em pré-campanha e todos os votos contam, independentemente da fé dos eleitores. Hoje chama-se a isso um "target eleitoral" e o PCP tem de disputar o que em tempos foi o eleitorado do Partido da Gente, de que hoje poucos se lembrarão. Avante!
6"Títulos" em 16 de April de 2009 14:04por Osório Leitão
Julgo que o conteúdo da entrevista do SG é mais importante do que o meio onde é publicado, nesse sentido concordo com os comentários anteriores. Por exemplo, Ruben de Carvalho diz hoje na \\\"Sábado\\\&quo t; que não se importa de gastar 100 euros num almoço num restaurante fino, desde que seja gastronomicamente rentável. Acho que não se deve criticar o homem por dar entrevistas à Sábado, cuja religião, como todos sabem, é o capital.
5"Falta de ética" em 16 de April de 2009 10:42por Maria
É assim tão complicado admitir que o SG do PCP deu uma entrevista a um revista que sai no Público? Porque a Plenitude é um encarte do Público e propriedade da Empresa de Exposições Sucesso, SA, pormenores que cuidadosamente esconderam para sublinharem e por três vezes outro proprietário, nela omisso. Dê-lhe o António as voltas que quiser dar isto revela falta de ética e desonestidade intelectual. Jogo baixo...
4"Se tem telhados de vidro" em 16 de April de 2009 10:42por Leo
..é sensato não mandar pedras. Quando vou ao barbeiro ou ao dentista encontro por lá a Plenitude e também eu não sabia que era da IURD, mas tão somente uma das revistas que aos domingos sai no Público. Muita nervoseira (e dor de cotovelo) anda no BE para darem tanta importância à coisa. Falta de ética de certeza, ao usarem esse argumento para atacar o SG do PCP, escondendo que a revista é um encarte do Público. O critério para o vosso líder dar entrevistas é concordar com a linha editorial?
3"Cada cavadela sai minhoca" em 16 de April de 2009 10:38por Maria
“O cenário de o partido governar sozinho e de ter um número de votos suficientes para ter uma maioria na Assembleia não é, como é óbvio, provável. O Bloco, em coligação com um PS liderado por José Sócrates, também não me parece provável, dada a distância. Isso não é sinónimo de que o Bloco não possa fazer coligações. Talvez com um outro PS, mais à esquerda, que parece soterrado nas ruínas do Largo do Rato, isso fosse possível” (Joana Amaral Dias, dirigente do BE, entrevista Plenitude, 15/10/08)
2"Melros depenados" em 16 de April de 2009 01:23por António F
Cara Maria, O Jerónimo lá saberá escolher bem os órgãos de comunicação preferidos para atacar o Bloco. Talvez pudesse era explicar os critérios do secretário-geral para definir o Bloco de acordo com o que ele, Jerónimo, considera que o Bloco não escreve. Parece piada....
1"Cada tiro, cada melro" em 15 de April de 2009 23:42por Maria
“Jerónimo ataca o Bloco na revista da IURD”, “à revista do grupo religioso IURD, a Plenitude, Jerónimo”, “diz o secretário-geral do PCP à revista da IURD”, 3 vezes em 4 parágrafos é além de exagero, pouco ético. Porque não esclarece que a revista é um encarte do Público de propriedade da Empresa de Exposições Sucesso, SA. Online, descobri na de Outubro passado a entrevista da Joana, enquanto dirigente do BE. Querem agora descartá-la retroactivamente como ao Zé?
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Para ser sincera, até me
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não os quer? Haja sanidade mental!
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Publicada por Manuela Araújo em Sustentabilidade é Acção
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