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Venezuela, um país esfacelado

A Venezuela atravessa uma situação muito complexa, com a sua população sofrendo uma brutal austeridade. Há mais de cem dias que os protestos são diários, tendo já morrido neles quase cem pessoas. Nas próximas semanas os riscos são ainda maiores. Dossier organizado por Carlos Santos.
Protesto contra o governo de Maduro e repressão da GNB, Caracas, 2017
Protesto contra o governo de Maduro e repressão da GNB, Caracas, 2017

A Venezuela vive uma grande crise política, social e económica. Na sua origem mais profunda estão décadas de capitalismo rentista, como o esquerda.net tem vindo a apontar em diversos artigos. O esquerda.net vem acompanhando regularmente, há mais de um ano, esta crise na Venezuela. (Aceda aos artigos publicados sobre a crise aqui).

Neste dossier, que agora publicamos, procuramos fornecer análises em artigos sobre alguns dos mais importantes aspetos da crise que acabou com a esperança no país de Hugo Chávez e o dividiu profundamente.

Em um barril de pólvora, Edgardo Lander e Santiago Arconada consideram a convocação da Assembleia Constituinte uma inconstitucional arriscada resposta governamental à última escalada da crise. Este artigo analisa as causas reais da escassez e falta de alimentos e medicamentos na Venezuela, considerando que a fuga de capitais, a fraude e o pagamento da dívida externa constituem a causa da brutal austeridade imposta pelo governo de Nicolás Maduro, desde 2014.

Heiber Barreto Sánchez no artigo Escassez e falta de alimentos e medicamentos na Venezuela analisa as causas reais da falta de alimentos e medicamentos na Venezuela.

A situação do movimento popular e dos famosos “coletivos” é analisada em Venezuela: porque não “descem” das colinas? uma entrevista ao investigador Alejandro Velasco.

Os riscos da violência e da guerra civil são abordados por Carlos Santos.

No dossier publicamos também um Apelo Internacional ao fim da escalada de violência na Venezuela e a resposta de fiéis apoiantes de Maduro e do PSUV, Quem acusará os acusadores?.

Em entrevista feita por Carlos Carcione a Edgardo Lander, o conhecido sociólogo venezuelano alerta que “A Constituinte leva-nos a um ponto sem retorno”.

Por fim, republicamos o artigo de opinião da deputada bloquista Joana Mortágua e noticiamos que a Plataforma cidadã exige referendo à convocação da Assembleia Constituinte, a mais recente proposta de um importante grupo de chavistas críticos, incluindo ex-ministros de Hugo Chávez.

política: 
Crise na Venezuela

Resto dossier

Protesto contra o governo de Maduro e repressão da GNB, Caracas, 2017

Venezuela, um país esfacelado

A Venezuela atravessa uma situação muito complexa, com a sua população sofrendo uma brutal austeridade. Há mais de cem dias que os protestos são diários, tendo já morrido neles quase cem pessoas. Nas próximas semanas os riscos são ainda maiores. Dossier organizado por Carlos Santos.

Com o falecimento de Hugo Chávez em março de 2013 e a seguir com o colapso dos preços do petróleo, acelera-se a profunda crise económica, política e ética que hoje a sociedade venezuelana vive

Venezuela: um barril de pólvora

A convocação de Nicolás Maduro de uma Assembleia Constituinte é uma arriscada resposta governamental à última escalada da crise política, económica e social, num contexto de esgotamento de um modelo rentista e de uma gestão caótica do Estado. Por Edgardo Lander e Santiago Arconada.

Fila para a compra de alimentos na Venezuela - A redução das importações de alimentos, medicamentos e produtos médicos e o desmantelamento progressivo de programas sociais gerou uma crescente crise social

Escassez e falta de alimentos e medicamentos na Venezuela de 2016

Este artigo analisa as causas reais da escassez e falta de alimentos e medicamentos na Venezuela, considerando que a fuga de capitais, a fraude e o pagamento da dívida externa constituem a causa da brutal austeridade imposta pelo governo de Nicolás Maduro, desde 2014. Por Heiber Barreto Sánchez

Venezuela: Os riscos da violência e da guerra civil

As próximas semanas na Venezuela serão o tempo de todos os perigos e a situação poderá continuar ainda a agravar-se. O país não tem Orçamento do Estado conhecido, a inflação foi de 200% no primeiro semestre, faltam alimentos e medicamentos. O Presidente e o governo não reconhecem o parlamento e querem submeter todos os poderes ao executivo – a Constituinte é para ser a última peça nesse processo. Por Carlos Santos

Bairro 23 enero, Caracas, Venezuela

Venezuela: porque não “descem” das colinas?

O investigador Alejandro Velasco analisa o papel dos setores populares nos protestos na Venezuela, que já duram há cerca de 100 dias, com dezenas de mortos e centenas de feridos, no quadro de uma multiplicidade de crises. Entrevista exclusiva realizada por Pablo Stefanoni, junho 2017

Venezuela, meu amor

A esquerda de que faço parte nunca foi ambígua sobre a condenação de regimes que oprimem o povo e sufocam a democracia. Isso vale para Angola e para o regime venezuelano. Artigo de Joana Mortágua

Académicos, intelectuais e ativistas sociais apelam, à escala latino-americana e internacional, ao fim da violência e ao “diálogo político e social” na Venezuela

Apelo Internacional ao fim da escalada de violência na Venezuela

Académicos, intelectuais e ativistas sociais estão a impulsionar uma iniciativa para juntar vontades à escala latino-americana e internacional, apelando ao fim da violência e ao “diálogo político e social”.

Para esta resposta ao “Apelo Internacional urgente para deter a escalada de violência na Venezuela”, os subscritores desse apelo sofrem da “ótica de intelectuais propensos a descrever 'défice' democrático nestas latitudes, sempre a partir de concepções eurocêntricas e consideradas 'universais? sobre o que deve ser democrático”

Venezuela: Quem acusará os acusadores?

Publicamos aqui, na íntegra, uma resposta ao “Apelo Internacional urgente para deter a escalada de violência na Venezuela”. Esta resposta recolheu subscritores a nível internacional, defende o governo de Nicolás Maduro e do PSUV e acusa o apelo de ser “contra o processo bolivariano na Venezuela”.

Edgardo Lander aponta que a situação na Venezuela pode entrar “num ponto de não retorno” em poucas semanas, “com uma ordem constitucional manipulada e autoritária”

“A Constituinte leva-nos a um ponto sem retorno”

O sociólogo Edgardo Lander aponta que a situação na Venezuela pode entrar “num ponto de não retorno” em poucas semanas, “com uma ordem constitucional manipulada e autoritária” e alerta que “há setores que procuram a violência como objetivo”. A entrevista foi realizada no final de maio de 2017, conduzida por Carlos Carcione e publicada em aporrea.org

Plataforma Cidadã em Defesa da Constituição da Venezuela exige ao CNE que o povo possa decidir se quer ou não uma Assembleia Constituinte através de um referendo revogatório do decreto do presidente Maduro

Plataforma cidadã exige referendo à convocação da Assembleia Constituinte

A Plataforma Cidadã em Defesa da Constituição da Venezuela exige ao CNE que o povo possa decidir se quer ou não uma Assembleia Constituinte através de um referendo revogatório do decreto do presidente Maduro. A Plataforma propõe ao povo o uso generalizado do “luto consciente”.

Comentários

Quais serão as verdadeiras causas da agitação na Venezuela ? Serão os 300 bilhões de barris de petróleo de reservas ? Será porque o Banco Central da Venezuela não se submete aos "banksters" do FED ? Será porque negocia com outros países, não utilizando o dólar como moeda ? Quem vive na América do Sul conhece a política adotada pelos USA, há mais de dois séculos, que considera a América do Sul um "quintal" para exploração exclusiva da canalha sionista máfia khazarian, que agora está usando os países europeus como "carne de canhão" na sua disputa com a Russia... a Europa já é quintal norte-americano... e sem reação... olhem para a Grécia, modelo vivo do futuro europeu...

O Euclides tem toda razão: nós da América Latina - da Terra do Fogo ao Rio Grande - sabemos bem como é cruel e desumano o imperialismo baseado hoje nos EEUU. A Venezuela do século XXI é a Cuba dos anos 1960, que não se curva à exploração da "canalha sionista máfia khazarian" que já colocou a Europa de joelhos. E viva o povo armado da Venezuela! Todo apoio à Revolução Bolivariana!!!

Capitalismo rentista? Que diabo é isso? Imperialismo de novo? Se os Estados Unidos não existissem, a culpa da ditadura socialista do Maduro ia ser de quem? Até os venezuelanos sabem que o PT, Lula e Dilma tem culpa por ter apoiado o Chavez e os brasileiros, burrinhos, não veem nada.
"Eu não sabia!" deveria ser um lema.

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