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Sindicatos marcam Greve Geral para 29 de março

As duas principais centrais sindicais espanholas, Confederação Sindical das Comissões Operárias (CC OO) e União Geral dos Trabalhadores (UGT), anunciaram no dia 9 o agendamento de uma Greve Geral para o próximo dia 29 de março. Os sindicatos da Galiza, País Basco e Navarra já tinham convocado uma paralisação geral para esta mesma data.

Os secretários-gerais da CC OO e da UGT, Ignacio Fernández Toxo e Cándido Méndez, anunciaram na tarde de sexta, dia 9 de março, em conferência de imprensa, que foi aprovada por unanimidade a convocação de uma Greve Geral para o próximo dia 29 de março em protesto contra a reforma laboral promovida pelo executivo de Rajoy, considerada pelos sindicatos como “a mais regressiva da história da democracia”, e pela defesa dos serviços públicos.

Para os representantes da CC OO e da UGT, esta é uma mobilização “justa e necessária” perante a “regressão social” provocada pela política posta em marcha pelo atual governo.

Em reação a esta convocatória, Soraya Sáenz de Santamaría, vice-presidente do Executivo, porta-voz e ainda ministra da Presidência do governo de Mariano Rajoy, terá afirmado que esta “não é a solução para o país” e que “os sindicatos terão que dar explicações pelas decisões que tomam”.

O Partido Nacionalista Basco e o Partido Popular já vieram também reprovar a decisão anunciada pelos secretários-gerais da CC OO e da UGT.

O partido Esquerda Unida congratula, por sua vez, a decisão das estruturais sindicais. Cayo Lara, citado pelo El Pais, defendeu que esta é uma “reforma duríssima, ante a qual o governo tem duas opções: ou negoceia com os sindicatos e partidos dentro do trâmite parlamentar ou terá mais mobilizações”.

Na Galiza játinha sido convocada pela Confederação Intersindical Galega uma greve geral para 29 de Março. Para o País Basco e para Navarra, as centrais ELA, LAB, ESK, STEE-EILAS, EHNE e Hiru, também já tinham anunciado uma paralisação geral para esse mesmo dia.

Em 19 de fevereiro foram promovidas manifestações de protesto contra a alteração das leis laborais e a facilitação dos despedimentos, convocadas pelas CC OO e pela UGT, em cerca de 57 cidades espanholas, que, segundo o Publico espanhol, constituíram o maior protesto sindical dos últimos anos.

Resto dossier

Com a convocatória de uma greve geral para o próximo dia 29, a classe trabalhadora do Estado espanhol reage às medidas de austeridade adotadas num país já devastado pela recessão e pelo desemprego recorde, num momento em que Mariano Rajoy não encontra nada de melhor para fazer do que liberalizar os despedimentos. Mas quais foram as origens e as razões desta crise? Dossier coordenado por Luis Leiria.

Do estouro da bolha imobiliária às medidas de austeridade e as mudanças das leis laborais, eis algumas das datas mais importantes entre 2007 e 2012.

É errado dizer que a redução dos salários é uma medida para sair da crise. A realidade mostra o contrário: baixar os salários piora, em vez de melhorar, a produtividade. Rajoy e o seu governo querem transformar a Espanha num país do terceiro mundo, com uma enorme polarização dos rendimentos.

O cidadão atento aos média poderia concluir que o Estado Espanhol sofre uma crise crónica de endividamento da qual só se sairia com austeridade e terapias de choque. A professora Miren Etxezarreta critica esta visão e enfatiza que o problema da dívida espanhola “não é dos cidadãos, mas fundamentalmente dos bancos”.

Se somarmos os juros e capital pagos ultimamente verificamos que, entre 2000 e 2010, o Estado reembolsou três vezes mais do que devia em 2000, e continua a dever quase o dobro. Por Yves Julien, Jérome Duval

O endividamento do Estado espanhol estaria à volta de 70% do seu PIB em finais de 2011. Muito abaixo dos níveis alcançados pela Alemanha, a França, a Bélgica ou a Grã-Bretanha. Mas a especulação contra a dívida destes países é muito menor. Por Yves Julien

Com as medidas de “liberalização do mercado de trabalho” impostas pelo governo do PP, as empresas espanholas já podem despedir trabalhadores sem autorização governamental pagando 20 dias por cada ano trabalhado com o máximo de uma anuidade. “Despedimento livre e gratuito”, acusam os sindicatos.

Os custos gerados pela crise se repartem de uma forma muito desigual entre a população e de que prejudicam particularmente as mulheres. Por Juan Torres López

A bolha imobiliária da década passada criou um endividamento insustentável em Espanha. Com a chegada da crise e o disparar do desemprego, centenas de milhares de famílias foram despejadas. As Plataformas de Afetados pela Hipoteca têm conseguido impedir despejos e agora apostam numa Iniciativa Legislativa Popular para que as famílias possam libertar-se da dívida devolvendo a casa ao banco. Por Carlos Huerga.

As duas principais centrais sindicais espanholas, Confederação Sindical das Comissões Operárias (CC OO) e União Geral dos Trabalhadores (UGT), anunciaram no dia 9 o agendamento de uma Greve Geral para o próximo dia 29 de março. Os sindicatos da Galiza, País Basco e Navarra já tinham convocado uma paralisação geral para esta mesma data.

Muitas pessoas perguntam como é que é possível que a estrutura básica do país se mantenha de pé com 5.273.600 desempregados. Artigo de Aurelio Jimenez.

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