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Ranking do sigilo financeiro 2015

Quais os países que mais protegem o sigilo financeiro e as atividades financeiras offshore? Veja aqui o ranking de 2015, publicado pela Tax Justice Network.

O método usado neste ranking do segredo financeiro pela Tax Justice Network junta quinze indicadores de segredo, que vão desde a existência de segredo bancário à eficácia da administração fiscal, passando pela capacidade de troca de informações com outros territórios e os níveis de informação financeira a que as empresas estão obrigadas, os mecanismos antibranqueamento de capitais, etc. Veja aqui a página completa com os valores do ranking para cada país. Alguns deles (assinalados abaixo) têm um relatório detalhado da autoria da Tax Justice Network, em inglês

O ranking do segredo financeiro para 2015 é o seguinte:

1    Suíça (ver relatório)
2    Hong Kong (ver relatório)
3    EUA (ver relatório)
4    Singapura (ver relatório)
5    Ilhas Caimão (ver relatório)
6    Luxemburgo (ver relatório)
7    Líbano (ver relatório)
8    Alemanha (ver relatório)
9    Bahrain (ver relatório)
10    Emirados Árabes Un (ver relatório)idos (Dubai)
11    Macau
12    Japão (ver relatório)
13    Panamá (ver relatório)
14    Ilhas Marshall
15    Reino Unido (ver relatório)
16    Jersey (ver relatório)
17    Guernsey
18    Malásia (Labuan)
19    Turquia
20    China
21    Ilhas Virgens Britânicas (ver relatório)
22    Barbados
23    Maurícias
24    Áustria (ver relatório)
25    Bahamas
26    Brasil (ver relatório)
27    Malta
28    Uruguai (ver relatório)
29    Canadá (ver relatório)
30    Rússia
31    França
32    Ilha de Man
33    Libéria (ver relatório)
34    Bermuda
35    Chipre
36    Liechtenstein
37    Irlanda (ver relatório)
38    Bélgica (ver relatório)
39    Guatemala (ver relatório)
40    Israel (ver relatório)
41    Holanda (ver relatório)
42    Chile
43    Arábia Saudita
44    Austrália (ver relatório)
45    Índia
46    Filipinas
47    Vanuatu
48    Gana (ver relatório)
49    Coreia
50    Ilhas Virgens (EUA)
51    Samoa
52    México
53    Noruega (ver relatório)
54    Nova Zelândia
55    Gibraltar
56    Suécia
57    Aruba (ver relatório)
58    Itália
59    Letónia
60    Belize
61    África do Sul
62    Botswana (ver relatório)
63    Anguilla
64    S. Vicente e Granadinas
65    Antigua & Barbuda
66    Espanha
67    Costa Rica
68    Ilhas Turcas e Caicos
69    S. Cristóvão e Nevis
70    Curaçao (ver relatório)
71    Islândia
72    Seychelles
73    Eslováquia
74    Macedónia
75    Polónia
76    Mónaco
77    Estónia
78    Portugal (Madeira)
79    Santa Lúcia
80    Brunei Darussalam
81    República Checa
82    Granada
83    Dinamarca
84    Hungria
85    Grécia
86    San Marino
87    Andorra
88    Eslovénia
89    Dominica
90    Finlândia
91    Ilhas Cook
92    Montserrat

Para os seguintes territórios não foi dada informação que permita compará-los com os restantes, pelo que ficaram fora deste ranking:

NA    Bolívia
NA    República Dominicana
NA    Gambia
NA    Maldivas
NA    Montenegro
NA    Paraguai
NA    Taiwan
NA    Tanzânia
NA    Venezuela

Resto dossier

“Panama Papers”, no rasto da fuga ao fisco

A maior fuga de informação de sempre dos offshores volta a confirmar a prática generalizada de fuga ao fisco por parte da elite mundial. Os governos fecham os olhos à perda de receita fiscal e chegam até a organizá-la, como vimos no Luxleaks ou na fuga das empresas para a Holanda.

Dossier organizado por Luís Branco

"Panama Papers" no esquerda.net

Leia aqui todos os artigos publicados no esquerda.net sobre a mais recente fuga de informação da empresa Mossack Fonseca, no Panamá. O impacto a nível internacional, os nomes portugueses envolvidos, as reações políticas e muitomais.

"Quem procura um offshore quer fugir às leis que regem a vida de todos os outros"

Intervenção de Mariana Mortágua no debate de urgência sobre o escândalo financeiro dos "Panama Papers".

Offshores em São Bento: como votaram os partidos

Nos debates na Assembleia da República, o PS, PSD e CDS sempre contribuiram para inviabilizar as propostas do Bloco e PCP contra os offshores. O argumento em defesa do atual estado de coisas mantém-se inalterado: seria preciso que todos os países se juntassem para se poder acabar com estes centros de fraude financeira.

Panama Papers: o mais certo é ficar tudo na mesma

Terminar com a criação de empresas anónimas? Perturbar o planeamento fiscal, ou seja, a fuga ao pagamento de impostos de cada país? Controlar a circulação de capitais, o princípio de toda a tentação? Combater o crime económico? Não pense nisso. Não acontecerá num país nem acontecerá à escala internacional, enquanto o mundo não der uma volta. Por Francisco Louçã

Madeira: Bloco acusa PSD e CDS de quererem impedir investigação no Centro de Negócios

Roberto Almada intervém na sequência das notícias que dão conta das ligações do Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) ao escândalo "Panama papers", afirmando "não ser indiferente que o dinheiro que fica na Madeira seja proveniente de empresas com atividade clara e legítima ou se, eventualmente, esse dinheiro é proveniente de empresas com ligação ao submundo opaco e pouco claro do crime organizado".

Portugal perde 2,3 milhões por dia para offshores

Segundo números do Banco de Portugal, em 2015, Portugal perdeu mais de 864 milhões de euros para paraísos fiscais. Investigação “Panama papers” revela que 244 empresas portuguesas estão envolvidas em escândalo de corrupção mundial e que o Grupo dono da PT Portugal recorreu a serviços de offshore.

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Marisa e o Luxleaks: “Há interesses que controlam as instituições europeias”

Em fevereiro de 2015, Marisa Matias viu chumbada a proposta de criação de uma Comissão de Inquérito do Parlamento Europeu ao escândalo Luxleaks, que envolve o governo luxemburguês então liderado pelo atual presidente da Comissão Europeia.

"Offshore leaks" também desvendou fraude fiscal global

Um consórcio de jornalistas de investigação de vários países teve acesso a 2,5 milhões de documentos que revelam os nomes dos beneficiários das empresas sedeadas em paraísos fiscais. Era então, em 2013, a maior fuga de informação de sempre do lado oculto do sistema financeiro, que esconde mais de 25 biliões de euros.

Holanda: um cínico paraíso fiscal

O mesmo ministro holandês, Jeroen Dijsselbloem que pressionou Espanha e Grécia a adotarem as medidas de austeridade tem transformado a Holanda num grande paraíso fiscal. Por Vicenç Navarro/Other News.

Milionários desviaram mais de 17 biliões para paraísos fiscais

A Tax Justice Network revelou em 2012 que as fortunas escondidas nos paraísos fiscais equivaliam à soma das economias do Japão e dos EUA. Se os milionários dos países endividados pagassem impostos sobre essa riqueza, os seus Estados seriam credores e não devedores. A riqueza escondida é mesmo muito maior do que se pensava.

Os paraísos fiscais beneficiam as elites ricas do mundo

Nesta entrevista Nicholas Shaxson, autor de um livro indispensável para entender as finanças offshore, afirma que os paraísos fiscais “isentam os ricos e as grandes empresas das restrições, dos riscos e das obrigações que a democracia exige de cada um de nós” e salienta que “a Grã-Bretanha está no centro de uma rede de paraísos fiscais que abastece a City de Londres de capital e lhe fornece um gigantesco volume de negócios”.

Os grandes bancos organizam a evasão fiscal de forma massiva à escala internacional

Novo exemplo de “Demasiado grandes para serem condenados”: a evasão e a fraude fiscais internacionais organizadas pelo principal banco suíço UBS. Por Éric Toussaint

Dossier "Offshores: o mundo obscuro dos paraísos fiscais" (2009)

Em 2009, na sequência da crise financeira e dos escândalos de fraude bancária em Portugal, o esquerda.net publicou um dossier sobre os paraísos fiscais, as suas origens e o seu papel na criminalidade financeira global. Aceda aqui a esse dossier.

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