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Donos dos fundos imobiliários perdem isenção no IMI e apelam ao regresso da direita

O fim da isenção do IMI e do IMT aos fundos imobiliários vai permitir aos contribuintes recuperarem 50 milhões de euros. A associação que os representa reagiu à retirada deste brinde fiscal com um apelo ao voto no PSD e no CDS nas próximas eleições.
Foto Paulete Matos

O presidente da APFIPP, a associação que representa os interesses dos fundos imobiliários, criticou o Orçamento de Estado para 2016 que dita o fim das isenções de IMI e IMT aos fundos de investimento imobiliário. Esta medida foi várias vezes proposta no parlamento pelo Bloco de Esquerda, mas sempre chumbada.

A sua inclusão no OE2016 permite recuperar cerca de 50 milhões de euros que até agora eram retirados aos contribuintes para benefício excusivo de uma atividade que tem fomentado a especulação imobiliária nos centros urbanos.

Num comunicado divulgado pela agência Lusa no dia 7 de fevereiro, o presidente da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP) referiu-se às declarações do primeiro-ministro e lider do PS, que na véspera deu um conselho aos que querem proteger rendimentos da banca e destes fundos: “votem no PSD, votem no CDS, e têm [isso] garantido”.

Na reação dos donos dos fundos, "a APFIPP convida os aforradores que colocaram as suas poupanças nos Fundos de Investimento Imobiliário Abertos a ponderarem seriamente a opção de voto que lhes foi sugerida para as próximas eleições, contribuindo assim para a preservação das suas poupanças”.

A Associação dá por seguro que PSD e CDS incluam nos seus programas eleitorais futuros o regresso deste brinde fiscal aos fundos imobiliários que têm indignado a sociedade e em particular as famílias que têm de pagar o IMI das suas casas na totalidade.

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